As filas de espera para transplantes são infindáveis em todo o mundo, consequência da falta de dadores compatíveis. Uma das soluções para isso seria a utilização de impressoras 3D para fabricar órgãos. Contudo, havia um pouco de receio, já que não há como ter garantia de que as impressoras 3D são capazes de produzir um órgão humano funcional. Foi a pensar nisso que uma equipa de cientistas da Organovo dos EUA, iniciou um vasto programa de investigação nesta área.
Como resultado, eles conseguiram produzir pequenos fígados que têm apenas 0,5 mm de profundidade e 4mm de comprimento, ou seja, eles consistem somente em algumas camadas de células. Apesar das reduzidas dimensões, o fígado é capaz de executar todas as funções de um fígado natural, à excepção do que envolve a vesícula biliar.
Os testes realizados pelos cientistas abrangem somente alguns dias do funcionamento dos pequenos fígados artificiais, pois estes sobrevivem apenas durante um pequeno período de tempo, dado o diminuto número de células. No entanto, os resultados obtidos são bastante interessantes e animadores para continuarem o aperfeiçoamento desta técnica.
Os órgãos fabricados por uma impressora 3D são capazes de produzir proteínas, transportar hormonas, colesterol e enzimas pelo organismo, permitindo que o ser humano em causa consuma álcool, por exemplo. Com isso, o minifígado funciona de maneira muito próxima do órgão natural, representando um avanço notável nesta área da medicina regenerativa.
Agora, os cientistas querem começar a produzir fígados de dimensões naturais e outros tipos de órgãos, de modo a que estes possam ser realmente transplantados em organismos humanos. Contudo, ainda há diversos desafios a serem superados, como a fabricação de veias em grande escala, por exemplo.
Fonte: New Scientist

