Cientistas apresentaram recentemente, à comunidade científica, o animal terrestre que vive a profundidades muito maiores que qualquer outro, apresentando também quatro novas espécies. Estes animais são colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), insetos primitivos sem asas com seis patas e sem olhos que vivem na total escuridão.
Apresentados por Rafael Jordana e Enrique Baquero da Universidade de Navarra, estes são conhecidos pela ciência por: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis. O último é o mais profundo artrópode já encontrado, encontrado a uma profundidade de 1980 metros abaixo da superfície.
Estes animais foram coletados durante os trabalhos biopaleontológicos de Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro e Sendra Alberto, do Museu Valenciano de História Natural, tanto que eram membros da Equipa Ibero-russa, da Expedição CaveX, realizada na caverna mais profunda do Mundo, durante o verão de 2010.
A descoberta de vida em tais sistemas profundos lança novas perspetivas sobre a forma como olhamos para a vida na Terra. Na ausência total de luz e recursos alimentares extremamente baixos, estes animais têm adaptações originais para a vida subterrânea. Eles não têm pigmentação do corpo, não têm olhos e têm vindo a desenvolver estratégias morfo-fisiológicas de sobrevivência em tal profundidade, durante milhões de anos. Uma das espécies tem, por exemplo, um quimiorreceptor espectacular, um tipo altamente especializado do órgão pós-antena habitual dos Collembola.
Adaptado de:
http://www.biologynews.net/archives/2012/02/22/scientists_describe_the_deepest_terrestrial_arthropod_ever_found.html
