Amor é como uma planta, com tempo ela cresce. Quer seja por falsas esperanças, ou por trabalho conjunto. Portanto é preferível, que enquanto ela está pequena, que seja um amigo nosso a arrancá-la e recuperar dessa perda. Do que seja aquele de quem gostamos que, com um machado ou lança-chamas, mate a nossa árvore, e nos abandona à nossa tentativa de subir e sobreviver às profundezas e solidão do mar gelado, que se torna o nosso coração. Mas com o tempo, nós conseguimos alcançar a superfície onde o sol brilha, anunciando um fim de uma era, até que o ciclo comece de novo, ou simplesmente chegue alguém que nos mantém para sempre debaixo da nossa Árvore.
Raúl Santos

