Resignei-me à vida,
aos outros,
à vontade. 
Não mais tenho vontade
do que seja.
Vivo maquinalmente,
seguindo uma rotina
que há muito me foi desenhada.
Sem que veja o fim,
desta interminável doença.
E levo assim,
esta vida medíocre,
até que a minha vida maquinal termine,
e a doença me pereça.
M.A.
