O gelo que constitui as calotas geladas da Antárctida formou-se numa época em que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera era muito superior à actual.
Um novo estudo mostra que as calotas geladas da Antárctida foram formadas numa época cujas concentrações de dióxido de carbono eram da ordem dos 600ppm, o que contrasta em muito com a concentração actual de 390ppm. Este estudo, levado a cabo pelo Professor Matthew Huber e pela sua equipa, mostra que as camadas geladas se formaram à cerca de 34 milhões de anos atrás. Os estudo foi realizado à custa da análise datativa de algas que estavam contidas no interior destes enormes blocos de gelo.
Apesar de toda a polémica gerada em torno do aquecimento global e de todas as preocupações relacionadas com o derreter das calotas geladas, o que acontece é que, em média, estas têm vindo a aumentar a sua extensão nos últimos 40 anos. Estudos mostram ainda que seria necessário pelo menos mais um século para que se atingir uma concentração de dióxido de carbono atmosférico de 600ppm, o que não levaria ao derreter do gelo, já que apenas valores superiores poderiam desencadear tal fenómeno.

Segundo Huber, se continuarmos neste rumo do aquecimento global vamos atingir o limiar em que se começa a dar a fusão em massa destes blocos de gelo. No entanto o processo levará milhões de anos até que todo o gelo se funda em água.
Fonte: Science Magazine
Imagem: http://bit.ly/1Sh8blv

