No artigo de hoje vamos debruçar-nos sobre estudos científicos que têm sido realizados com o intuito de responder a esta questão: “Porque é que a maioria dos humanos não gosta do som das unhas a apanhar um quadro preto?“. Uma vez que que este som é capaz de causar estresse numa grande maioria da população, alguns foram os cientistas que tentaram perceber o que causa tal sensação.

Sons de frequência média
Inicialmente, pensava-se que os sons de frequência mais elevada eram os causadores das sensações desagradáveis. No entanto, as análises aos espectros sonoros destes ruídos encontram-se na gama média de frequências audíveis pelo ser humano. Isto é, os sons que causam este desconforto encontram-se numa faixa de frequência entre os 2000 e os 4000 Hz. Esta é também a frequência dos sons emitidos por um bebé a chorar ou um adulto a gritar, dando a entender que são sons que visam a tomada de atitude do ser humano perante uma determinada situação.
As primeiras abordagens datam de 1968 (Lynn Halpern, et al.), mas só em 2012, um grupo de investigadores publicou, na revista “Journal of Neuroscience” um trabalho mais detalhado sobre a resposta do cérebro a estes sons irritantes. Estes investigadores observaram que os sons foram capazes de produzir um aumento da atividade cerebral da zona que controla a audição, mas também de uma outra região do cérebro responsável pelas emoções. Os estudos mostraram uma interação entre a região do córtex que processa os sons e a amígdala, uma região responsável pela percepção de sensações negativas.
Entre os sons mais desagradáveis, encontram-se ainda o som do garfo no prato e o de uma faca numa garrafa. Por outro lado, os sons da água a correr e de um bebé a rir são capazes de produzir as sensações mais positivas.
Fontes: Livescience,
Halpern, D. L., Blake, R., & Hillenbrand, J. (1986). Psychoacoustics of a chilling sound. Perception & Psychophysics, 39(2), 77–80. https://doi.org/10.3758/bf03211488
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