A imortalidade é um tema polémico que surge na imaginação da humanidade desde o começo dos tempos. Quem não gostaria de poder permanecer imune ao efeito do tempo? E, por mais absurda que essa ideia possa parecer, pode ser que a maior longevidade esteja mais próxima do que imaginamos.
Um novo estudo que consiste na indução das células corporais para sintetizarem telomerase, a enzima que tem a capacidade de reduzir os efeitos do envelhecimento humano, conseguiu resultados muito satisfatórios. Isto porque a enzima é responsável por adicionar sequências de DNA nas porções terminais destes, fazendo com que as células consigam continuar o seu processo de divisão Os pesquisadores do Spanish National Cancer Research Centre (CNIO) conseguiram reduzir a decadência genética de um ratinho num único tratamento, o que indica que algum dia essa aplicação poderá ser feita em seres humanos.
Além do prolongamento constatado na vida do pequeno animal, o tratamento dos genes do rato também gerou uma resistência contra doenças relacionadas com a idade, como osteoporose e diabetes. A coordenação dos neurônios e dos músculos da cobaia também apresentaram melhorias.
Os pesquisadores não acreditam que esses resultados sejam aplicados imediatamente em sistemas de combate ao envelhecimento. Contudo os dados positivos do trabalho podem ajudar diretamente no tratamento de doenças relacionadas com a telomerase, como a fibrose pulmonar. Mesmo assim, os resultados dessa pesquisa podem ajudar a promover maneiras mais eficientes para aumentar a longevidade humana.

