O Abutre-fouveiro (Gyps fulvus) é um enorme abutre-do-velho-mundo, isto é, abutres que vivem no velho continente (Europa, Ásia e África). Pertence à familia Accipitridae, à qual também pertencem várias outras aves de rapinas como as águias. Também conhecido como grifo, o abutre-fouveiro pode ser encontrado nas montanhas do sul da Europa, no Médio-Oriente e no sudoeste asiático.

O Abutre-fouveiro é uma ave de grande porte, só encontrado em redor do Mediterrâneo e na Ásia. Autora: Ingrid Taylor.
É uma ave de grandes dimensões, tendo cerca de 93-122 cm de comprimento e uma envergadura de asa de 2,3-2,8 m. Os machos pesam, normalmente, 6,2-10,5 kg, enquanto as fêmeas 6,5-11,3 (são mais pesadas). O abutre-fouveiro mais pesado, alguma vez encontrado, pesava 15 kg. Provavelmente tratava-se de um indivíduo em cativeiro.
Possui uma cabeça branca com asas largas e penas caudais curtas. Tem um rufo branco, em redor do pescoço e um bico escuro, com uma mancha clara. As restantes penas acinzentadadas, juntamente com as penas escuras de vôo, contrastam com as penas claras da cara e do rufo.

Ao contrário dos condores (abutres-do-novo-mundo), o abutre-fouveiro tem penas a cobrir a sua cara. Autor: Thermos.
Tais como os restantes abutres, é um necrófago. Assim, alimenta-se principalmente de carcaças de animais mortos. O abutre-fouveiro voa pelos céus, observando os terrenos abertos em baixo, procurando por restos de carne. É um animal social e gregário, portanto é normal encontrar bandos de abutres-fouveiros. As colónias de nidificação encontram-se em penhascos intocados pelo Homem. Estes penhascos encontram-se perto de ambientes abertos e ao ar livre. Quando está a descansar ou a alimentar-se de carcaças é normal emitir grunhos ou sibilos. É capaz de voar quilómetros de distância em procura de alimento.
O tempo máximo de vida alguma vez registado para um abutre-fouveiro, em cativeiro, é cerca de 41 anos.

É um animal gregário, portanto é normal encontrarem-se bandos de abutres a alimentar-se da mesma carcaça. Autor: Mário Modesto Mata.
As zonas de nidificação correspondem com montanhas no sul da Europa, norte de África e na Ásia. Nos ninhos, a progenitora põe apenas um único ovo. As populações de abutres são principalmente residentes. Mas sabe-se que indivíduos juvenis e imaturos são capazes de percorrer grandes distâncias, durante as suas migrações. As colónias de abutre-fouveiro também não são fixas.
Em Portugal, o abutre-fouveiro encontra-se nas zonas fronteiriças. As principais colónias encontram-se nas Portas de Ródão, no Parque Natural do Douro Internacional e no Parque Natural do Tejo Internacional. Também existem alguns espécimens na Serra de São Mamede a sul.

Um indivíduo a preparar-se para aterrar. Autor: Pierre Dalous.
O abutre-fouveiro é um organismo-modelo utilizado para estudar a planagem e a termorregulação. Conseguem alterar a sua temperatura corporal interna, de forma independente da sua taxa metabólica, minimizando assim a perda de água/energia na termorregulação.
É uma espécie com estatuto pouco preocupante, mas que se encontra em declínio. A principal causa do declínio da população selvagem deve-se ao consumo de iscas envenenadas utilizadas por pessoas. Assim, esforços têm sido realizados para educar as populações relativamente às consequências letais destes engodos.
Fonte: Wikipedia (1), (2)

