
Testes de Oddy
O teste de Oddy é um procedimento criado por William Andrew Oddy do British Museum, em 1973, para testar a compatibilidade de materiais com obras de arte. Por norma, os materiais de construção são avaliados quanto à segurança para a nossa saúde. No entanto, e embora possam ser classificados como seguros, estes podem emitir químicos que podem comprometer obras de arte.
Procedimento
Neste teste, uma amostra do material em questão é colocada num recipiente hermético em conjunto com três lâminas de metais diferentes – prata, chumbo e cobre – sem que estas estejam em contacto com a amostra. O recipiente é selado com uma pequena quantidade de água desionizada, para manter um elevado grau de humidade na câmara, e é depois aquecido a 60 °C por 28 dias. Deve utilizar-se um recipiente idêntico, contendo apenas as lâminas metálicas, para servir como controlo. Se, ao fim de 28 dias, as lâminas não apresentarem qualquer sinal de corrosão, então o material em questão pode ser considerado como seguro para ser utilizado nas proximidades de obras de arte.
Este teste baseia-se na reactividade dos metais com diferentes compostos, os quais contactam as lâminas metálicas por difusão de vapor. Cada metal detecta diferentes tipos de agentes corrosivos:
Prata – compostos redutores de enxofre e oxissulfureto de carbono;
Chumbo – ácidos orgânicos, aldeídos e gases acídicos;
Cobre – cloro / compostos halogenados, óxidos e compostos de enxofre.
Modificações ao método
O teste de Oddy sofreu algumas alterações e aperfeiçoamentos ao longo do tempo. Enquanto Andrew Oddy propôs colocar cada lâmina de metal num recipiente de vidro em separado, Bamberger et al. propôs um teste “3-em-1”, onde as três lâminas são colocadas conjuntamente com a amostra no mesmo recipiente. Robinett e Thickett refinaram o teste “3-em-1”, estabilizando as lâminas de metal.

O principal inconveniente deste teste corresponde à subjectividade da interpretação dos resultados, dado corresponder a uma interpretação visual da aparência das lâminas.
Fontes: Wikipédia | Bamberger, Joseph A. et al. (1999) Studies in Conservation, doi: 10.2307/1506720 | Robinett, L. & Thickett, D. (2003) Studies in Conservation, doi: 10.1179/sic.2003.48.4.263

