Hoje o tema do espaço saúde incide sobre um< alteração da queratinização em que se caracteriza pela presença de tampões córneos que preenchem os orifícios dos folículos pilosos que temos dispersados amplamente pela nossa pele. Basicamente, nestes casos, temos ceratose pilar frequente. A causa desta situação clínica ainda é desconhecida mas ocorre uma herança genética autossómica dominante.
O que se tem verificado na queratose pilar, é que esta ocorre devido ao acúmulo de queratina, uma proteína fibrosa que ajuda no processo de formação da estrutura do corpo e na defesa da pela contra substância estranhas ou nocivas, assim como infeções. Esta proteína também ajuda a bloquear a abertura do folículo piloso, daí ser fundamental na preservação dos cabelos. Quando esta proteína se acumula sobre a pele, ela desencadeia a queratose pilar. O que é ainda se consegue explicar pela ciência, é a razão pela qual a queratina se acumula na pele.
O que podemos identificar visivelmente nesta patologia, é a presença de diversas pápulas foliculares puntiformes de pequenas dimensões que podem surgir em qualquer zona da pele, mas localizam-se mais abundantemente nas faces laterais dos membros superiores, coxas e glúteos. Em crianças, também podemos encontrar este tipo de pápulas na face. Normalmente, têm maior incidência no inverno, ou seja, quando estamos expostos ao frio, melhorando, à posteriori, no verão. Para além das pápulas foliculares, também pode surgir um aspeto da pele avermelhado, prurido e, mais raramente, foliculite com pústulas.
De que forma podemos tratar a queratose pilar?
Essencialmente o tratamento passa por medidas sintomáticas, isto porque nem sempre é necessário realizar tratamento e, quando realizado, é quase sempre insatisfatório.
A melhor forma de amenizar a sensação da queratose pilar é aplicar vaselina nas lesões de forma a diminuir o relevo provocado pelas mesmas. Para além disso, também são eficazes o ácido lático, loções ou cremes hidratantes, gel de ácido salicílico. De referir, que os cremes que apresentem ácidos devem ser utilizados cautelosamente, porque podem causar sensação de queimação e ardor.
Fontes: Manual MSD Versão Para Profissionais de Saúde – Queratose pilar, por James G. H. Dinulos, MD.
Minha vida – Queratose pilar: sintomas, tratamentos e causas.

