Um estudo, publicado em 2008 na revista científica Journal of Health Economics, dá a conhecer um levantamento feito por Andrew Oswald da Universidade de Warwick e Matthew Rablen da Universidade de Sheffield. Nesse trabalho, os investigadores analisaram uma amostra de 524 investigadores de topo da primeira metade do século 20.
O objetivo do estudo era medir o impacto de ganhar um Prémio Nobel na longevidade dos vencedores. O grupo controlo deste estudo foram os cientistas nomeados para o Prémio Nobel, mas que nunca ganharam.
Vivem… um pouco mais
Os resultados mostraram que os vencedores de um Prémio Nobel vivem um pouco mais do que os foram nomeados e não venceram. No caso de investigadores dos Estados Unidos da América, a diferença média é de 2,08 anos; 1,20 anos para a Alemanha e 0,69 anos para a Europe como um todo.
Neste estudo, os investigadores tiveram em consideração o valor monetário do prémio. Apesar dos vencedores doarem um parte do valor do prémio, A. Oswald e M. Rablen afirmam que “ganhar um Prémio Nobel nunca fez mal à conta bancária”.
Porém, eles acabam por concluir que o efeito marginal da riqueza ganha por vencer um Prémio Nobel é nulo em termos de aumento da longevidade.
Rablen, M. D., & Oswald, A. J. (2008). Mortality and immortality: The Nobel Prize as an experiment into the effect of status upon longevity. Journal of Health Economics, 27(6), 1462–1471. https://doi.org/10.1016/j.jhealeco.2008.06.001
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