Parece uma questão um pouco estranha, mas foi precisamente isto que os investigadores Andrew McCray, Julie Brown e Pingping Qu tentaram perceber.
Antes de mais vamos esclarecer o que são as EpiPens, para aqueles que desconhecem este termo. As EpiPens não são mais que pequenos dispositivos que injectam uma dose automática de epinefrina. Estes dispositivos são muito utilizados por pessoas que desencadeiam reações alérgicas com alguma frequência e permite-lhes actuar rapidamente caso tenham uma crise anafilática.
O que sucede é que estes dispositivos acabam por estar espalhados um pouco por todos os acessórios de quem sofre deste tipo de eventos. Consequentemente, pode acontecer que alguns acabem por ser lavados, acidentalmente, na máquina de lavar roupa. Então, estes investigadores tentaram perceber se a eficácia do dispositivo seria afetada pela lavagem.

Quais as conclusões?
O estudo realizado baseou-se na lavagem de 68 EpiPens numa máquina de lavar roupa. Depois, cada EpiPen foi disparada num pedaço de carne. As massas da caneta e do pedaço de carne foram medidas antes e depois do disparo. Com isto, os investigadores foram capazes de avaliar a qualidade administrada na carne, a quantidade perdida e a que ficou remanescente na EpiPen.
Os resultados mostraram que as EpiPen são capazes de injectar uma quantidade superior de epinefrina na carne. Além disso, em alguns casos, a agulha acabou por se danificar e falhar completamente o seu propósito.
Concluindo, lavar as EpiPens na máquina de lavar causa danos que as tornam inutilizáveis. Por isso mesmo, os investigadores desaconselham o uso de EpiPens que tenham passado por este processo de lavagem.
Fonte: Journal of Allergy and Clinical Immunology
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