Leite e derivados
Hoje vou dar continuação ao nosso sábado saudável com a categoria do leite e derivados constituinte da nossa roda dos alimentos. Segundo a Roda dos Alimentos, o grupo dos laticínios deve representar 18% dos alimentos que ingerimos diariamente – duas a três porções diárias. Desde há muitas gerações que o leite e derivados são alimentos recomendados para todas as idades. O teor de cálcio, fósforo, magnésio, proteínas e vitamina B1 fazem do leite e derivados alimentos completos e o seu consumo diário é recomendado pelas mais reputadas organizações internacionais.

Sobre o leite…
O leite é uma secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos, incluindo os monotremados. O líquido é produzido pelas células secretoras das glândulas mamárias ou mamas.
A principal função do leite é nutrir (alimentar) os filhos até que sejam capazes de digerir outros alimentos. O leite materno cumpre as funções de proteger o trato gastrointestinal das crias contra antigénios, toxinas e inflamações e contribui para a saúde metabólica, regulando os processos de obtenção de energia (em especial, o metabolismo da glicose e da insulina).
O leite é a base de numerosos laticínios, como a manteiga, o queijo, o iogurte, entre outros. É muito frequente o uso de derivados do leite nas indústrias alimentícias, químicas e farmacêuticas.
Benefícios do leite
Existem estudos científicos que defendem que a ingestão diária de leite e derivados, nas doses recomendadas, pode contribuir para prevenir a osteoporose, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Em conjunto com uma higiene oral eficaz, poderá também prevenir cáries dentárias. Pensa-se ainda que a ingestão de leite ajuda a melhorar a qualidade do sono por conter triptofano, aminoácido associado à produção do neurotransmissor serotonina que, por sua vez, é usado na produção de melatonina, hormona do sono.
O leite tem efeitos negativos na saúde?
Embora o cálcio e os laticínios possam reduzir o risco de osteoporose e de cancro do cólon, consumi-los em doses elevadas poderiam aumentar o risco de cancro da próstata e, possivelmente, cancro do ovário. Para além disso, por serem ricos em gordura saturada e retinol (vitamina A), em níveis elevados e, paradoxalmente, podem enfraquecer os ossos.
Alguns estudos sugerem uma associação entre o consumo de lacticínios e a doença de Parkinson.
O consumo excessivo de leite pode ainda diminuir a esperança de vida ao aumentar o stress oxidativo. No entanto, este risco é diminuído pelo consumo de antioxidantes em fruta e vegetais.
Não existem evidências robustas que apoiem a eficácia de uma dieta isenta de caseína no tratamento do autismo. Os experimentos foram realizados usando exames específicos mas esses peptídeos não puderam ser detectados nas amostras de urina dessas crianças.
O consumo de leite de vaca em crianças com idade inferior a cinco anos está associada a um aumento do risco de anemia.
É fundamental limitar a ingestão de leite e derivados para apenas uma a duas doses diárias, no máximo, associadas a uma dieta equilibrada associada também a prática de uma atividade física regular (caminhar ou correr, entre outras) como um fator essencial para construir e manter ossos fortes.
Ingestão diária recomendada
A ingestão de cálcio recomendada atualmente é de 1000mg diários entre os 19 e os 50 anos, 1200mg diários a partir dos 50 anos e 1300 mg diários para grávidas e lactantes.
Informação nutricional
Com base na app “My Fitness Pal”
De seguida vou apresentar um olhar mais detalhado sobre os valores nutricionais e calóricos de alguns tipos de leite que foram obtidos a partir da aplicação “My Fitness Pal”, acessível para qualquer pessoa.

E fechamos o nosso Sábado Saudável com a informação nutricional e os benefícios do leite para o nosso organismo e bem-estar. Espero que tornem o vosso dia mais saudável. Deixo o resumo leite e derivados.

Bom fim de semana e bons hábitos alimentares.
Até ao próximo alimento!
Fontes: CUF – Leite e derivados: sim ou não? e wikipédia – leite.

