A sarcoidose trata-se de um distúrbio concomitante com o surgimento de granulomas sem caseificação em um ou mais tecidos e órgãos. Do que se sabe da etiologia desta doença ainda é muito pouco, sendo ainda considerada de etiologia desconhecida. Os pulmões e o sistema linfático são dos mais afetados, no entanto, esta patologia pode comprometer qualquer órgão. Sobre a situação pulmonar, os sintomas variam de nenhum até dispneia e mais raramente insuficiência respiratória ou de falência/insuficiência de outro órgão. Normalmente, o diagnóstico é confirmado por raio X torácico, biópsia pulmonar e por exclusão de outras causas da inflamação granulomatosa. Após confirmação diagnóstica, o tratamento incide essencialmente na prática de corticoides, sendo o prognóstico posteriormente muito bom.
Sobre a sarcoidose…
A sarcoidose afeta mais comumentemente indivíduos entre os 20 e os 40 anos de idade, mas também pode afetar em menor percentagem crianças e adultos de idade mais avançada. A sarcoidose tende a manifestar-se mais prevalentemente em mulheres, aumentando a incidência durante a estação do inverno e início da primavera, por motivos ainda não muito bem definidos. Também é mais comum encontrarem-se pacientes de raça negra e residente americanos comparativamente com os restantes habitantes do mundo.
Sintomatologia da sarcoidose
A sintomatologia depende muito do grau de comprometimento e do local afetado variando com o decorrer do tempo, variando da remissão espontânea à doença crónica indolente.
Desta forma, esta doença e, portanto, os portadores da mesma necessitam de reavaliações clínicas constantes para a identificação de nova sintomatologia, por exemplo noutros órgãos. Como referido, a maioria dos casos apresente sintomatologia assintomática e, portanto, a doença evolui sem que esta seja dada por isso.
São cerca de 90% os afetados com doença pulmonar derivada da sarcoidose.
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Figura 1 – Acometimento pulmonar em fase I.

Figura 2 – Acometimento pulmonar em fase II.
| Sinais e sintomas associados à sarcoidose |
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| Sintomatologia mais específica dos pacientes de raça negra | Sintomatologia mais específica das mulheres | Sintomatologia mais específica dos homens e idosos |
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Figura 3 – Sarcoidose com manifestação cutânea.
Diagnóstico da sarcoidose
O diagnóstico da sarcoidose passa pela realização de exames de imagem ao tórax, biópsias e por exclusão de outras doenças granulomatosas.
Normalmente, a radiografia tende a predizer a probabilidade de remissão espontânea da doença nos pacientes somente com comprometimento pulmonar. No entanto, o estadiamento da sarcoidose pela radiografia do tórax pode nem sempre ser fidedigno, como nos casos de sarcoidose extrapulmonar, como a sarcoidose cardíaca ou neurológica em que pode indicar prognóstico grave na ausência de comprometimento pulmonar.
Radiografia de tórax normal não exclui o diagnóstico, particularmente quando há suspeita de comprometimento cardíaco ou neurológico. É utilizada também a tomografia computorizada para um diagnóstico mais sensível.
Na presença de imagens médicas de sarcoidose, o diagnóstico confirma-se pela demonstração de granulomas sem caseificação na biopsia e exclusão de outras causas alternativas de doença granulomatosa.
Tratamento da sarcoidose
| Opções de tratamento para a sarcoidose |
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Como já mencionado, a sarcoidose tende a regredir frequentemente de forma espontânea, daí que em muitos casos o tratamento é de curta duração. Sobre os paciente assintomáticos ou com sintomas leves, estes quase nunca necessitam de tratamento, apesar de precisarem de monitorização para a identificação de sinais de deterioração.
| Pacientes que necessitam de tratamento independentemente da fase em que se encontram na doença são aqueles que desenvolvem: |
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Normalmente, os AINEs são utilizados em situações clínicas em que se verifica desconforto musculoesquelético.
Pacientes que apresentem anomalias ao nível cardíaco ou arritmias ventriculares devido a comprometimento cardíaco devem usar um desfibrilador cardíaco implantável e um marcapasso, bem como tratamento farmacológico.
Sobre as anomalias pulmonares, até ao momento nenhum fármaco disponível foi capaz de prevenir consistentemente a fibrose pulmonar.
O transplante de órgão é uma opção para pacientes com envolvimento pulmonar, cardíaco ou hepático em último estágio, embora a doença possa recidivar no órgão transplantado.
Fontes: Manual MSD Versão para Profissionais de Saude – Sarcoidose, por Michael C. Iannuzzi e Birendra P. Sah; ARTIGO: Revista SPDV 74(1) 2016 – Sarcoidose, ARTIGO: Revista Portuguesa de Imunoalergologia 2003; XI : 400-409 – Tratamento e prognóstico da sarcoidose. A propósito de um caso clínico, por Graça Loureiro, Carlos Loureiro, Celso Chieira; ARTIGO: An Bras Dermatol. 2007;82(6):559-71 – Granulomas não-infecciosos: sarcoidose, por Patrícia Érica Christofoletti Daldon, Lúcia Helena Fávaro Arruda. Consultados no dia 2 de abril de 2019.

