Hoje o tema do espaço saúde retrata uma situação clínica comum designada de eritema nodoso (ED). O eritema nodoso, também conhecido por paniculite, caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos sensíveis, de coloração avermelhada ou arroxeada, palpáveis e localizadas, normalmente, nas pernas. Ocorre associada a uma doença sistémica anterior, tais como infeção estreptocócica, sarcoidose, tuberculose e doença inflamatória intestinal. Assim, o diagnóstico baseia-se na avaliação do quadro clínico geral do paciente e posteriores biópsias ao local afetado. Tendo por base o diagnóstico, o tratamento será variável e dependente da causa.
Etiologia do eritema nodoso
O eritema nodoso caracteriza-se por uma patologia observada principalmente em indivíduos com 20 a 30 anos de idade, apesar de poder ocorrer em qualquer idade. De facto, o sexo feminino é o mais acometido por esta doença, tratando-se de uma etiologia desconhecida. O mais comum é estar associada e ser secundária a outras doenças (alguns exemplos no tópico seguinte).
Causas do eritema nodoso
| Causas do Eritema Nodoso | |
| Infeções bacterianas |
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| Infeções víricas |
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| Drogas |
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| Doenças sistemáticas |
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Sintomatologia do eritema nodoso
A sintomatologia do eritema nodoso passa pela manifestação de nódulos ou placas eritematosas, de firme consistência, nomeadamente localizadas na região pré-tibial (pernas). Simultaneamente, também podem surgir sinais de febre, mal-estar e artralgia.

Figura 1 – Eritema nodoso ligeiro nas pernas.

Figura 2 – Eritema nodoso nas pernas.
Diagnóstico do eritema nodoso
Como se diagnostica eritema nodoso?
O diagnóstico apresente duas fases fundamentais, a avaliação clínica geral das manifestações sintomatológicas do paciente e, se necessário, uma biópsia excisional das lesões.
De forma mais criteriosa, e como já foi referido, o diagnóstico passa pela:
- Avaliação do aspeto clínico do paciente e pela biópsia de um nódulo, como ato diagnóstico confirmatório;
- Pesquisa rápida da possível causa, a partir da realização de:
- Testes cutâneos;
- Anticorpos antinucleares;
- Hemograma completo;
- Radiografia ao tórax;
- Títulos de antiestreptolisina O;
- Cultura da orofaringe;
- Biópsia.
Tratamento do eritema nodoso
O eritema nodoso tende a regredir espontaneamente, no entanto, é necessário que o paciente repouse e promova o levantamento das pernas utilizando simultaneamente compressas frias sobre as lesões. Para além disso, o paciente deve fazer anti-inflamatórios e concomitantemente, pode aplicar corticoides sistémicos. Estes devem ser aplicados cuidadosamente, dado que podem exacerbar a infeção.
Qualquer manifestação clínica deve ser vigiada por um médico e não devem ser tomadas medidas terapêuticas sem indicação médica.
Fontes: Manual MSD – Versão para Profissionais de Saúde, Wingfield E. Rehmus, MD, MPH, Clinical Assistant Professor of Pediatrics, Associate Member of Department of Dermatology, University of British Columbia; BC Children’s Hospital, Division of Dermatology – Eritema nodoso, Rev Artigo Relatos de casos – Porto Clinica Geral 2007;23:541-5 – Carla Ponte, Filipa Almada Lobo – Eritema nodoso Da consulta do Médico de Família ao diagnóstico

