Na verdade ainda não se compreende em toda a sua extensão o porque de bocejarmos, ou porque bocejamos quando alguém boceja, mas existem duas teorias distintas para o facto de bocejarmos. Uma defende que o bocejo tem origem fisiológica e que tem um benefício físico, enquanto outra defende que o bocejo tem uma função meramente de comunicação.
A primeira teoria é defendida por Gallup, este cientista realizou estudos que comprovam que o bocejo serve de sistema para arrefecer o cérebro e aumentar a atenção; ao bocejarmos fazemos com que mais ar frio entre na nossa corrente sanguínea que irá viajar até ao cérebro, permitindo que este seja oxigenado e melhore a sua eficiência. Está comprovado que em locais com temperaturas mais baixas as pessoas têm tendência a bocejar mais frequentemente. A segunda teoria defendida por Guggisberg, que afirma que o bocejo é apenas comunicativo, explicita o que sentimos, sono ou aborrecimento pelo que estamos a fazer, e por isso é que este se “propaga” pelas pessoas, por ser uma forma de comunicação.
Mas, como disse no início o bocejo ainda não é compreendido na sua totalidade. Existem entraves em relação à primeira teoria, esta não explica a “propagação” do bocejo; outro fator a ter em conta é o facto de fetos ainda no ventre também bocejarem, e estes ainda não utilizam os pulmões para respirarem, portanto ainda não fazem este arrefecimento do cérebro. Em relação à teoria de Guggisberg, esta não pode negar que o estudo, efetivamente demonstra que o bocejo arrefece a temperatura do cérebro, melhorando a atenção.
Como podemos ver o simples gesto de bocejar, tem muito para descortinar.
