Um estudo avaliou a influência de possuir um carro prestige ou de luxo com a capacidade de homens e mulheres serem atraentes para o sexo oposto. O estudo é conclusivo e mostra que há diferenças no efeito sobre mulheres e homens.
O estudo
O estudo é bastante simples. Os investigadores sentaram homens e mulheres em dois carros diferentes, um Bentley Continental GT de cor cinza e num Ford Fiest ST de cor vermelha. Foi garantida que os participantes apresentavam uma expressão facial e postura corporal similar em ambas as situações.
Foram tiradas fotografias e as fotografias foram apresentadas a um painel de homens e mulheres que deveriam atribuir uma pontuação de 1 a 10 consoante o sujeito da fotografia era mais ou menos atraente. Na figura 2, podemos ver algumas das fotografias tiradas durante o estudo.

Figura 2 – Par de fotografias para homem e mulher sentados no Ford (esquerda) e no Bentley (direita)
Resultados e Conclusões
Curiosamente, deste estudo resultou que as mulheres acham que os homens que conduzem carros de gama elevada são mais atraentes. A diferença média na escala de atractividade é de cerca de 1 pontos na escala de 10. Por outro lado, não há qualquer diferença entre as pontuações dadas pelos homens às mulheres que conduzem carros de gama baixa ou alta. (Figura 3)

Figura 3 – Gráfico das pontuações dadas por homens às mulheres (esquerda) e das mulheres aos homens (direita) quando conduziam um carro de gama baixa (branco) ou de gama alta (riscado).
Este estudo mostra que, apesar do número de mulheres a conduzir carros de gama alta tenha aumentado, isso não afecta a forma como os indivíduos do sexo oposto as consideram em termos de atractividade. Porém, o estatuto do carro que os homens conduzem afecta a forma como as mulheres os avaliam. Os carros de gama alta servem como factor de melhoramento na percepção que as mulheres tem dos homens.
Fonte: Michael J. Dunn, and Robert Searle, Effect of manipulated prestige-car ownership on both sex attractiveness ratings British Journal of Psychology, Volume 101, Number 1, February 2010 , pp. 69-80(12)
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