Esta é a conclusão de um estudo computacional publicado por Cesare Garofalo e seus colaboradores, em 2009, onde a progressão na carreira de trabalhadores aleatórios é a mais benéfica para a empresa.
Este estudo surge na base de um princípio paradoxal enunciado por Laurence J. Peter no final dos anos sessenta, onde cada novo membro de uma determinada organização hierárquica tende a escalar a hierarquia até atingir o seu nível de incompetência máximo. Apesar de parecer uma frase irracional, tal princípio atuaria realisticamente em qualquer organização em que o mecanismo de promoção recompensa os melhores membros e onde o trabalho a desenvolver no novo nível da hierarquia não depende das competência que tinham no nível anterior. Isto é muito comum, uma vez que geralmente as tarefas atribuídas aos diferentes níveis são muito diferentes entre si.
Os resultados obtidos através das simulações que realizaram mostram que a promoção de membros da equipa com base no mérito das tarefas realizadas leva a uma redução significativa da eficiência da companhia. Assim, os autores testaram outras abordagens de promoção e concluíram que a melhor forma de melhorar a eficiência de uma determinada organização passa por promover os membros de forma aleatória ou aleatoriamente entre os melhores e piores em termos das suas competências.
Será que isto faz realmente sentido? O que acha desta teoria?
Fonte: Pluchino, A., Rapisarda, A., & Garofalo, C. (2010). The Peter principle revisited: A computational study. Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, 389(3), 467-472. doi:http://dx.doi.org/10.1016/j.physa.2009.09.045


