É isso mesmo, parece que foi estudada a percepção de dor de indivíduos enquanto estes observavam quadros que tinham, previamente, categorizados como bonitos, normais e feios. O estudo é de Marina de Tommaso et al. e foi publicado na revista científica Consciousness and Cognition, em 2008.
Metodologia
Os investigadores recorreram a 12 voluntários saudáveis, aos quais foram apresentados vários quadros de forma aos voluntários procederem à sua avaliação em bonito, neutro e feio.
Seguidamente, a sua mão esquerda foi alvo de um laser de CO_2 de forma a produzir dor. A dor foi medida através de observação visual e dos potenciais eléctricos gerados. Por fim, repetiu-se esta última experiência enquanto os voluntários olhavam para os mesmos quadros que haviam classificado no início.
Resultados
Os investigadores observaram uma diminuição da dor aparente que é sentida por indivíduos quando estão a observar pinturas que lhes agradam. Esta observação é corroborada pela diminuição da amplitude da onda P2, localizada na porção anterior do córtex cingulado.

Adicionalmente, não foram encontradas diferenças significativas para as situações onde foram apresentadas pinturas classificadas de neutras ou feias.

Conclusão
Com este estudo, os investigadores concluíram que a dor pode ser modulada ao nível do córtex através de manifestações estéticas que funcionam como distratores do estímulo.
Fonte: Tommaso, Marina de, Michele Sardaro, and Paolo Livrea. “Aesthetic Value of Paintings Affects Pain Thresholds.” Consciousness and Cognition 17, no. 4 (12// 2008): 1152-62. http://dx.doi.org/http://dx.doi.org/10.1016/j.concog.2008.07.002.
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