O panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) é um mamífero de grande porte, conhecido pelo seu padrão colorido (preto e branco) e o seu apetite por bambu. Um panda-gigante normal pode passar metade do dia, isto é, 12 horas diárias a comer. Isto faz com que o panda-gigante também passe grande parte do dia a defecar e a urinar. Os pandas-gigantes vivem em remotas regiões montanhosas, na centro da China. Estas regiões possuem densas e altas florestas de bambu, bastante húmidas, como os pandas gostam. Durante o verão, os pandas-gigantes costumam escalar as montanhas, para se alimentar nas plantações em declive mais inclinado.

Cria de panda-gigante, com apenas 7 meses. Tirada numa das reservas em Sichuan, na China. Autora: Sheila Lau.
Normalmente, o panda-gigante é observado sentado, numa posição bastante relaxada. Apesar de parecerem sedentários, são uns trepadores exímios e eficientes nadadores. Estes omnívoros podem chegar a pesar cerca de 100-115 kg, apesar de haver machos que podem chegar a pesar 160 kg. As fêmeas normalmente pesam bastante menos. Também chamados de ursos-panda, o panda-gigante tem cerca de 1,2-1,9 m de comprimento.
Um panda-gigante adulto tem de comer cerca de 9-14 kg de rebentos de bambu, por dia, para cumprir as suas necessidades dietéticas diárias. Este mamífero consegue arrancar as canas de bambu usando as suas mãos adaptadas (possui 5 dedos e um polegar adaptado). Também se alimenta de pássaros e outros roedores.

Panda a alimentar-se de canas de bambu. Autor: Fernando Revilla.
O panda-gigante é um animal solitário. Estes animais desenvolveram um sentido olfactivo bastante apurado e, desta forma, evitam-se e mantêm-se afastados. Quando chega a Primavera, os machos utilizam o olfacto para encontrar fêmeas (época de acasalamento). Depois de uma gravidez de meses, a fêmea dá à luz a uma ou duas crias. Porém, as progenitoras não conseguem tomar conta de ambas crias. Estas crias, inicialmente cegas, pesam apenas 90-130 gramas e só passado 3 meses de idade é que conseguem arrastarem-se. Nascem com pêlo branco e o pêlo preto apenas surge mais tarde.

Quatro crias num berçário, na China. Autor: Joshua Doubek.
Apesar de ser uma espécie ameaçada, o panda-gigante tem sido reabilitado com sucesso.
É uma espécie vulnerável, devido à perda de habitat e sua fragmentação. A desflorestação e a baixa taxa de nascimentos (tanto em cativeiro, como no seu habitat) contribuiu para a descida do número das suas populações. Assim, para evitar a sua extinção, começou-se a estudar melhor a espécie e a criar programas de reprodução e reservas naturais, como os Santuários do Panda-gigante em Sichuan, na China.

Indivíduo adulto, num parque em Hong Kong. Autor: J. Patrick Fisher.

