O Solitário-de-rodrigues (Pezophaps solitaria) é uma espécie de ave não-voadora extinta, que era endémica da Ilha de Rodrigues, a este de Madagáscar, no Oceano Índico. Pertencente à família Columbidae (família dos pombos), o Dodó era a ave mais geneticamente próxima do Solitário-de-rodrigues. Porém, o dodó encontra-se também extinto. Ambos compunham a sub-família Raphinae. O parente geneticamente mais próximo de ambos, ainda vivo, é o Pombo-de-nicobar. A falta de mamíferos herbívoros e mamíferos predadores levaram a que os antepassados do Dodó e do Solitário-de-rodrigues perdessem a necessidade de voar e tivessem um tamanho razoavelmente grande.

Recriação digital de duas aves extintas, com base dos desenhos morfológicos, num habitat pré-colonização da Ilha de Rodrigues. Autor: Rod6807.
O Solitário-de-rodrigues é uma das muitas espécies cuja extinção foi provocada pela mão humana.

Desenhos dos esqueletos de um solitário fêmea e de um macho. Feito em 1879. Autor: C. L. Griesbach.
Esta ave apresentava um pronunciado dimorfismo sexual. Os machos tinham 90 cm de altura e pesavam cerca de 28 kg, enquanto as fêmeas chegavam apenas a ter cerca de 70 cm de comprimento e pesavam cerca de 17 kg. Podia-se dizer que, o solitário-de-rodrigues tinha um tamanho semelhante a um cisne adulto. Possuía uma plumagem cinzenta e castanha. A plumagem da fêmea era mais clara, quando comparada com o macho. O seu pescoço e patas eram longos e possuíam uma banda negra na base do seu bico ligeiramente curvado. Ambos sexos eram altamente territoriais, com saliências ossuas em cada asa, que eram usados em combate.
O Solitário-de-rodrigues fêmea colocava apenas um único ovo, que depois era incubado à vez por cada progenitor.

Único desenho feito, por alguém que observou os Solitários-de-rodrigues vivos. Autor: François Leguat.
Foi primeiro mencionado, durante o século XVII, por François Leguat, líder de um grupo de refugiados franceses que encalharam na Ilha de Rodrigues. Durante, a da colonização da ilha, esta ave era bastante apreciada devido à sua carne. No final do século XVIII, o solitário-de-rodrigues foi extincto, devido à caça por humanos e animais (por ex: gatos) introduzidos na ilha. Ainda tentaram-se encontrar espécimens vivos, mas tal nunca foi possível. Inicialmente apenas se possuiam a descrição e desenho de Leguat, com outras descrições contemporâneas. Mas em 1789, foram descobertos alguns ossos subfósseis destes animais. Posteriormente, centenas de ossos foram descobertos e recuperados, o que permitiu descobrir-se mais sobre esta ave extinta.

Desenho de um Solitário-de-rodrigues. O desenho data desde 1907, cujo autor é Frederick William Frohawk, um artista zoológico inglês.
Fonte: Wikipedia

