O Dodó (Raphus cucullatus) é uma espécie extinta de aves não-voadoras, encontradas apenas na Ilha Maurícia, a este de Madagáscar. Ficou extinta em meados do século XVII. O dodó tinha aproximadamente um metro de altura e pesaria entre 10-18 kg (dados obtidos a partir de estudos de subfósseis – restos de organismos que não sofreram um processo de fossilização completa) e era descrito como tendo uma plumagem cinzenta acastanhada, garras amarelas, um bico preto e amarelo e uma cabeça cinzenta.
É graças a pinturas e livros que hoje em dia se sabe a aparência física do dodó e alguns dos seus hábitos diários. Acredita-se que as aves se alimentassem de frutos, sementes, raízes e folhas, os dodós possuíam gastrólitos para auxiliar na digestão. Como não existiam mamíferos herbívoros na ilha, não havia competição pelo alimento, permitindo os ancestrais do dodó aumentarem de tamanho. Este factor combinado com a ausência de predadores a nível do solo, fez com que voar fosse desnecessário para os ancestrais do dodó, levando a que a espécie deixasse de voar.
As espécies mais próximas desta ave não-voadora eram o Solitário-de-rodrigues, uma ave também extinta, e o Pombo-de-nicobar, a única espécie ainda existente no nosso mundo.
Em 1598, os holandeses desembarcaram pela primeira vez na ilha Maurícia. Desde então, os indivíduos da espécie foram diminuindo de número, eram caçados facilmente pelos colonos visto que os dodós não tinham medo de humanos; os navegadores trouxeram espécies invasoras com eles, como cães e gado (os primeiros caçavam as aves e os animais herbívoros competiam com o pouco alimento disponível). Pouco depois, os colonos começaram a desflorestação da ilha, diminuindo o habitat disponível à espécie. Crê-se que por volta de 1662, que tenha ocorrido a extinção da espécie (só se tem a certeza que em 1700 já não havia nenhum membro da espécie vivo). Mas só no século XIX é que a extinção foi reconhecida, visto que naquela altura muitos cientistas julgavam que os dodós eram um mito, pois nunca tinham visto um, e a própria Igreja Católica não permitia tal afirmação, visto que como Deus era omnipotente, espécies por ele criada não podiam desaparecer.
Apesar disto tudo, hoje em dia, há hipóteses que sugerem a população de dodós na Maurícia já era reduzida, explicando o porquê da extinção dos dodós ocorrer de forma tão rápida, sendo a presença dos humanos na ilha o catalizador para o evento. Em 2005, foram encontrados subfósseis de várias espécies nativas à ilha (incluindo o dodó) mortos numa inundação, indicando que as populações já estariam reduzidas.
Fonte: Wikipedia
(Imagens retiradas da Wikipedia)


