Alguns estudos sugerem a existência de prostituição, aquela que é descrita como a profissão mais antiga do mundo, entre animais, nomeadamente no caso dos pinguins Adélie e dos chimpanzés.
Os pinguins Adélie utilizam pedras na construção dos seus ninhos. Um estudo publicado em 1998 [1], refere que devido à falta dessas pedras, os pinguins fêmea começaram a trocar a prática de relações sexuais por pedras. Fêmeas que possuíam um parceiro copulavam com outros machos, normalmente sem parceira, e de seguida levavam as pedras para o seu ninho. Os parceiros dos pinguins fêmea não desconfiavam pois já era prática comum as fêmeas irem à procura de pedras sozinhas, e tanto quanto eles sabiam, não havia nada a suspeitar. O máximo de pedras verificado que uma fêmea conseguiu acumular utilizando esta táctica foram 62. Contudo para fazer o ninho são necessárias centenas, o que pode indicar que há outra razão por detrás deste comportamento, como por exemplo testar potenciais parceiros na eventualidade da morte do macho. Apesar disto o número de fêmeas que utilizam estas práticas é bastante reduzido.
Um estudo que tentava comprovar a hipótese da troca de relações sexuais por carne nas sociedades primitivas [2], em que os caçadores tinham um maior número de parceiras sexuais relativamente ao resto da comunidade, recorreu a chimpanzés. O que se verificou foi que as fêmeas chimpanzé realmente oferecem relações sexuais em troca de carne, e que o fazem a longo prazo, ou seja, as fêmeas têm mais relações sexuais com os machos que mais carne partilham. Contudo, troca directa de relações por carne não foi verificada.
Estes estudos parecem demonstrar pela primeira vez a prática de prostituição em diferentes espécies animais.
[2] Wild Chimpanzees Exchange Meat for Sex on a Long-Term Basis
Sex for meat – how chimps seduce their mates



