Uma partícula subatómica foi descrita na fusão com outros três quarks. Se isto for realmente o que os físicos pensam ser, poderemos estar presente a descoberta e comprovação da existência da primeira partícula com quatro quarks, o que poderá trazes informação de grande relevância no que diz respeito às forças que mantém o núcleo dos átomos coeso e ainda sobre os primeiros tempos do Universo.
Ronald Poling, físico da Universidade de Minnesota em Minneapolis, afirma que têm fortes evidências de que poderão ter descoberta uma partícula invulgar e que pode ter 4 quarks, mas que isto é apenas uma interpretação possível. A partícula, nomeada de Zc(3900) foi relatada a 17 de junho.
Nos anos 60, os cientistas descobriram que partículas como neutrões e protões eram feitas de partículas subatómicas. Podemos classificar, então, as partículas consoante o número de quarks que possuem, assim temos os mesões com 2 quarks e os bariões com 3, sendo que neste último grupo temos por exemplo os neutrões e os protões. A partir desse momento, os físicos andam à procura de partículas que possam conter mais do que 3 quarks, mas tarefa não é fácil dada a dificultada na detecção de quarks. As técnicas usadas baseiam-se na massa ou no decaimento das partículas.
O grupo de investigadores parecem ter encontrado uma partícula, a Zc(3900) que resulta do decaimento da Y(4260) e que é um mesão com dois quarks de carga oposta e que portanto o Zc deveria ter carga. Contudo, mais do que um estudo mostra que o Zc(3900) não possuí carga nula. Os cientistas dizem que as propriedades de massa e carga do Zc(3900) não podem ser justificadas por dois ou 3 quarks, mas sim por um sistema de 4 quarks. Assim o grupo de físicos pensa que se trata de uma partícula com um quark charm, um anticharm, up e um antidown. Assim conseguem que a partícula seja extremamente leve, mas carregada positivamente. Se isto for verdade a questão que se coloca, de imediato é, como é que os 4 quarks se orientam. Umas das ideias que explicam a ligação é que dois mesões se ligam entre si, como se de uma molécula diatómica se tratasse.
Poling diz que se se perceber como é que é a estrutura interna desta partícula é possível perceber como é que funcionam as forças a nível nuclear.
Fonte: ScienceNews

