Em 2012, a equipa de investigadores liderada pelo professor Dr. Andrea Alu anunciou a criação do primeiro manto da invisibilidade a três dimensões no espaço livre. Agora, surge uma novidade ainda mais exuberante, a equipa conseguiu desenvolver um dispositivo muito mais discreto e desta vez muito mais parecido com um manto de invisibilidade. O projeto inicial funcionava apenas para radiação de microondes, um feito que marcou uma nova era em testes de invisibilidade, que antes se limitavam ao funcionamento a duas dimensões. No entanto, o sistema era bastante volumoso, ou seja, embora a camuflagem funcionasse, o aparelho responsável pela acção dificilmente passaria despercebido.
A nova versão do manto da invisibilidade tem apenas alguns micrómetros de espessura, o que faz com que ele seja mais fino do que uma folha de papel. Assim, como o projeto inicial, o sistema permite ocultar objectos de maneira a que não possa ser observado de nenhum ângulo.
Durante os testes do novo sistema, a equipa foi capaz de esconder um cilindro plástico de 18 centímetros de comprimento por 3 centímetros de diâmetro. Segundo Dr. Andrea Alu, uma das maiores vantagens desse sistema de camuflagem seria “a sua conformabilidade, facilidade de fabricação e largura de banda optimizada. Você não precisa de um metamaterial volumoso para cancelar a reflexão (da luz) de um objecto”. Para o professor, as possibilidades são infinitas, “Isso poderá trazer grandes benefícios para os equipamentos biomédicos e ópticos”.
Fonte: New Journal of Physics (ler artigo completo em inglês)


