Infelizmente, em pleno ano 2020, ainda assistimos a situações de racismo e discriminação um pouco por todo o mundo. As campanhas anti-racismo já não são de agora, mas depois da morte de George Floyd, nos EUA e no passado dia 25 de maio, estes protestes assumiram uma outra dimensão.
Entre as várias frentes de manifestação, muitos reivindicam o uso de linguagens mais inclusivas, incluindo nos próprios padrões da linguagem usados em software.
Depois do GitHub ter reformulado alguns dos termos usados na sua plataforma, como o par master/slaves, também o Linux se prepara para remover alguns termos de linguagem mais sensível.
Esta discussão acerca dos termos usados no sistema operativo Linux foi iniciada por Linus Torvalds e apoiada por todos os que o rodeiam. Para quem não conhece, Linux Torvalds foi, durante muitos anos, o principal desenvolvedor do núcleo Linux.
Neste sentido, o Linux prepara-se para substituir, por exemplo, “master/slave” por uma das seguintes sugestões:
- primary/secondary
- main/replica ou subordinate
- initiator/target
- requester/responder
- controller/device
- host/worker or proxy
- leader/follower
- director/performer
ou mesmo, “blacklist/whitelist”, por:
- denylist/allowlist
- blocklist/passlist
Não se conhece ainda a extensão total de termos que irão sofrer alterações, mas espera-se que estas alterações se reflitam já na próxima versão do kernel (5.8).
Reflexão…
Todos nós temos que continuar a lutar por um mundo mais justo e inclusivo para toda a gente. Não é aceitável haver qualquer tipo de discriminação.
Porém, a questão que se coloca, para reflexão, é se estas mudanças, apesar de carregadas de boas intenções, são realmente relevantes ou importantes no âmbito desta busca pela igualdade de todos nós.
Fonte: Pplware

