Pertencente à família Sooglossidae, a rã-roxa-indiana apresenta uma coloração roxeada em todo o corpo, excepto na barriga acinzentada. Possui uma forma arredondada e inchada, ao contrário das restantes espécies de rãs. As suas patas são curtas e especializadas em escavar o solo. Esta espécie de olhos redondos e cabeça de forma cónica podendo chegar a medir 7 cm. É um anfíbio bastante recente tendo só sido descoberto em 2003.
A Nasikabatrachus sahyadrensis (nome binomial da espécie) é encontrada nas florestas da região de Kerala, no sul da Índia. Mas são difíceis de encontrar visto que passam quase um ano enterrados na terra (já foram encontradas espécies a uma profundidade máxima de 8 m!) só abandonando o sub-solo durante as monções para acasalar. Alimentam-se, subterraneamente, de térmitas e outros insectos, fazendo uso da sua boca adaptada.
A existência desta espécie apoia a existência passada de um super-continente, pois estudos filogenéticos indicaram graus de parentesco entre as rãs-roxas e as restantes quatro rãs pertencente à família Sooglossidae. Estas últimas rãs só se encontram nas Ilhas Seychelles indicando que outrora estas ilhas estavam ligadas ao continente indiano, onde vivia um antepassado comum a estas espécies.
Actualmente, a rã-roxa-indiana está em perigo de extinção devido ao declínio da qualidade dos seus habitats e a expansão dos campos de cultivo de café e outras plantas.
Luís M. Tavares
Fonte: EDGE




