A lontra-gigante (Pteronura brasiliensis) a maior espécie de ser vivo pertencente à família Mustelidae, conseguindo ter quase 1,8 metros de comprimento! Habita as bacias hidrográficas do Amazonas e de outros dois rios na América do Sul. É um carnívoro fluvial muito conhecido pelas pessoas locais pois podem ser vistos a caçar ao longo dos rios em bandos.
Estão perfeitamente habituados à vida aquática: uma pelagem que repele a água deixando-os sempre secos e quentes, patas adaptadas e narinas e ouvidos que fecham quando submersos. Conseguem nadar facilmente usando as suas poderosas caudas longas e flectindo o seu corpo ágil. São a espécie mais barulhenta de lontras, emitindo vários tipos de sons que transmitem agressão, alertas, etc. Encontram-se activas exclusivamente durante o dia, voltando às tocas apenas ao cair da noite
Alimentam-se principalmente de peixe, incluindo piranhas! Caçando sozinhas ou em grupo, utilizando trabalho em equipa e obtendo sucesso na captura de alimento. Cada animal pode ingerir entre 3 a 4 kg de carne por dia. Para além de peixes, alimentam.se também de serpentes, crustáceos ou outras criaturas fluviais.
São espécies muito sociáveis, vivendo em grandes grupos familiares constituídos por um casal monógamo e a sua descendência de várias ninhadas (podem ter quase 20 membros, mas normalmente não ultrapassam os 8 indivíduos). Não existe nenhuma hierarquia específica em cada grupo. Fazem a sua casa em abrigos debaixo de troncos caídos ou em tocas nas margens dos rios, e em redor estabelecem o seu território que defenderão ferozmente contra todos que nele entrarem.
Tal como as restantes espécies de lontras, as lontras-gigantes fêmeas vão para abrigos subterrâneos perto da água, onde dão à luz a uma nova ninhada (uma a seis crias). 9 meses são o suficiente para ser difícil distinguir as crias da progenitora. Um indivíduo selvagem tem uma esperança-média de vida de 8 anos enquanto, em cativeiro, pode chegar aos 17 anos de vida.
Actualmente são das lontras mais raras existentes pois sofreram imenso com a caça furtiva, devido às suas peles. Graças às leis actuais, os números das populações estão a aumentar. Não têm predadores naturais, para além de ataques invulgares de caimãos, jaguares ou anacondas.
Queria agradecer à Sara pela sugestão do Animal em Destaque desta semana!
Luís M. Tavares





