Um grupo de investigadores da Universidade de Pittsburgh descobriram o que pode ser a mais recente arma contra as espinhas, um vírus que se alimenta de bactérias. Esses organismos são predadores naturais das causadoras da acne na pele humana (problema dermatológico que afeta milhões de pessoas).
Embora exista uma série de tratamentos para a acne, muitos são extremamente caros, alguns simplesmente não funcionam, enquanto outros possuem efeitos secundários. Felizmente, o estudo conduzido pelo Dr. Jenny Kim, diretor da Universidade, pode ser uma fonte de boas notícias para quem sofre com esse problema dermatológico.
O grupo estudou duas espécies: a bactéria responsável pela acne, conhecida como Propionibacterium acnes, e o vírus P. acnes fago, que reside na pele humana. Embora esses vírus sejam completamente inofensivos para as pessoas, eles são predadores naturais da Propionibacterium acnes (bactéria causadora de acne).
Durante os estudos, quando os cientistas sequenciaram o genoma do vírus, descobriram que ele tem uma série de vantagens, como o seu reduzido tamanho, diversidade limitada e o potencial de matar bactérias. Com isso, ele pode ser um ótimo candidato para desenvolver um tratamento eficiente contra espinhas na pele humana.
As principais características que tornariam tal tratamento seguro são o fato de ele não possuir muitas variedades genéticas (sofre poucas mutações) e ser programado para ter uma bactéria específica como alvo.
Se o vírus vive na pele humana, por que existe a acne?
Os investigadores avançaram com a hipótese de que as pessoas que possuem uma pele mais livre de espinhas possuem uma quantidade de vírus o suficiente para manter a Propionibacterium acnes controlada. Já nas outras pessoas, a população dos organismos não está adequada para impedir que a bactéria cause as infecções.
De acordo com o Dr. Jenny Kim, “o vírus não será responsável apenas por matar a bactéria, mas sim por destruí-la por completo, rebentando a sua membrana celular e impedindo que ela seja capaz de sofrer mutações”. Agora, os cientistas pretendem isolar a proteína ativa do vírus para testar se ela é tão eficiente na eliminação da bactéria quanto o organismo completo.
Se os testes tiverem resultados positivos, o próximo passo consiste em estudar o grau de segurança e eficácia no combate à acne humana.
Fonte: UCLA NewsRoom



