Hello Barbaritanos! (toca a pronunciar isto com um sotaque todo “british”!)
Como diria o outro (viva o James Hetfield!), “How can I be lost if I’ve got nowhere to go?”. Só por esta eu ficava-me já por aqui, acabava-se a crónica e íamos todos comer lentilhas com amendoins! Aposto que concordam comigo quando digo que é bem melhor continuar a escrever – no meu caso -, ou a ler – no vosso caso. Estar perdido significa não encontrar o caminho que nos leve a, saber tanto acerca da localização exata onde estamos como um orangotango a dar os seus toques artísticos no tricô às 6 da manhã. Mas também é verdade que se não temos nenhum local para onde ir, como é possível estarmos verdadeiramente perdidos? Perdemo-nos quando deixamos de ter conhecimento do local que definimos como meta. Se não existe um fim, um limite ao qual queremos chegar, desencontrarmo-nos é apenas um simpático eufemismo.
Sim, hoje apetece-me falar de música, comentar as frases mais profundas e com duplos sentidos! Eu percebo, ou perceberei, que todos nós, eu que escrevo, vocês que leem, em termos musicais, somos, ou seremos, bastante diferentes; ou então não, senão pensem bem comigo e sigam a minha linha de raciocínio: eu até podia chegar aqui, dizer meia dúzia de palavras acerca do bigodinho do Dave Grohl, compará-lo com o do Quim Barreiros (peço-vos para não reproduzirem isto em casa!), elogiar a loirice não muito profunda do Chris Martin, que muito diz, e com razão “if you never try you’ll never know”, sentir a agressividade dos penteados, looks e afins do Jared Leto, com todo o devido respeito que bem merece, e até podia comentar, meus caros, a diferença entre a estrutura facial do Twiggy Ramirez e da esplendorosa Lady Gaga, ou seria melhor dizer Stefani Joanne Angelina Germanotta? Já agora, acho pertinente dizer, coisa que vos vai parecer bastante estranha até aos olhos de vários E.T.’s como o maravilhoso ser que se encontra a 360º de distância de vocês, que os grandiosos Marilyn Manson têm um feat com a excelentíssima senhora referida acima. Não está nada que não se oiça, por acaso, por mais extremo que seja, de facto é, ficou estranhamente audível.
Mas… o mais importante que ia dizer: a música (ou Música?) é como uma linguagem universal que todos, todos sem exceção entendem. E não me venham com a conversa dos surdos porque a música não se ouve, sente-se. Serei tão alienada assim? Paro-vos o raciocínio com tremendas palavras: Ludwig van Beethoven. Pois, é realmente complicado explicar como, quando, onde e o porquê de se sentir a música, cada batida, cada ritmo, cada acorde porque, de facto, não há um como bem definido, os quando escondem-se no fim do mundo à espera de um novo inicio, os onde ficaram sem lugar algum para viver e os porquês nem sequer chegaram a contemplar existência. A música és tu, sou eu, é a Humanidade, uma flor, um jardim, a sombra ou a estrela mais longínqua e quase impercetível. É mais velha que o mundo, é mais velha que qualquer cor, forma e sabor! Não se consegue explicar! É música! É uma espécie de “but I still haven’t found what I’m looking for” que nos consola quando muito cruéis parecem as almas e que nos purifica em todo o Dó Ré Mi Fá Sol entregue.
E se comecei num nível muito acima, acabarei no mesmo nível de categoria, ambos grandes vozes, ambos grandes senhores, enormes seres humanos que trouxeram um pouco mais de sentimento ao mundo: Paul Di’anno entoa-te uma fantástica lição de vida à tua existência! Pensa nisto: Não deixarei que nada nem ninguém faça com que “lost my life” ou “lost my dreams”, “I have seen many things” mas nenhuma delas deverá mudar-te para algo pior! Basicamente, não perguntes “where is salvation now?” e transforma o que tens num “brave new world”!
Cumprimentos quase natalícios Barbaritanos!

