Nos dias de hoje já não é novidade a existência de impressoras 3D, aquelas engenhosas máquinas que nos permitem “imprimir” um objecto sólido a partir de um ficheiro criado a computador. Esta tecnologia tem inúmeras aplicações, desde prototipagem rápida, criação de objectos personalizados e até na criação de peças artísticas.
No entanto surgiu recentemente uma nova e potencialmente miraculosa nova aplicação – a criação de material biológico.
Foi criada uma impressora híbrida (apresentada pela 1º vez a 22 de Novembro na revista Biofabrication) capaz de “imprimir” estruturas de tecido cartilagíneo que podem ser implantadas no organismo para ajudar a regeneração da cartilagem original em áreas específicas (como as articulações, por exemplo).
Este aparelho combina duas tecnologias de produção de baixo custo – a tecnologia de jactos de tinta de uma impressora tradicional e “electrospinning” . Esta combinação de técnicas permite uma melhor simbiose entre materiais naturais e sintéticos, permitindo que os produtos “impressos” se ajustem melhor ao nosso organismo – os materiais sintéticos garantem resistência e durabilidade e os materiais naturais criam um ambiente que estimula o crescimento celular.
Estas estruturas cartilagíneas foram já testadas em ratinhos, tendo sido inseridas nos mesmos por perídos de duas, quatro e oito semanas. Depois de oito semanas as estruturas tinham desenvolvido as propriedades típicas da cartilagem natural, o que demonstra um imenso potencial de aplicabilidade.


