As vespas-do-papel são vespas famosas por construir ninhos-de-papel resistentes à água, utilizando fibras de madeira ou caules de plantas mortas, que misturando com a sua saliva, origina um material acinzentado ou acastanhado, com textura semelhante a papel. O nome vespa-do-papel é dado a espécies presentes na subfamília Polistinae e alguns membros das subfamílias Vespinae e Stenogastrinae, dentro da família Vespidae. Ao todo, existem cerca de 1.100 espécies de vespas-de-papel no mundo. Quase metade das espécies podem ser encontradas na região neotropical.

Vespa-de-papel (Polistes dominulus). Autor: Joaquim Alves Gaspar.
Possuem cerca de 1.8-2.5 com de comprimento e constroem os seus ninhos a “céu aberto”, preso por um caule ou âncora a um ramo de uma árvore. A vespa-do-papel também secreta um químico que repele formigas e é espalhado a base da âncora, prevenindo a perda de ovos ou larvas. A maior parte das vespas da família Vespidae cria ninhos a partir de papel, mas algumas espécies utilizam lama (ex: Liostenogaster flavolineata).
As colmeia são normalmente construídas em áreas abrigadas, como em ramos de árvores, debaixo de telhados, ou mesmo no fim de canos abertos e estendais. Três espécies de vespa-do-papel do género Polistes são parasitas sociais obrigatórios e não constroem as suas próprias colmeias. Em vez disso elas colocam os seus ovos nos ninhos de outras vespas para serem criadas por estas.

Colmeia de vespas-do-papel (Polistes dominulus), colocada numa parede. Autor: Dicklyon.
Ao contrário de outras espécies de vespas, que podem ser bastantes agressivas, a vespa-de-papel só costumam atacar se a sua colmeia ou um indivíduo seja ameaçado. Como as picadas da vespa-do-papel podem ser bastante dolorosas e induzir uma reação anafilática possivelmente fatal nos indivíduos, as colmeias destes insectos têm de ser removidos pois podem ser potencialmente perigosos.
As vespas-do-papel alimentam-se de néctar e de outros insectos, como lagartas, moscas e larvas de escaravelhos. Também são insectos polinizadores muito importantes.

Uma jovem vespa-rainha (Polistes dominulus) sobre um pequeno “ninho”, a iniciar a sua colmeia. Autor: Joaquim Alves Gaspar.
Em algumas espécies, o tamanho do corpo e a intensidade de cor pode ser usado como um índice da quantidade de toxina que possui. Indivíduos com cores mais intensas e maiores em tamanho usam as suas toxinas para se protegerem de predadores de maiores dimensões como pássaros ou gatos.
Fonte: Wikipedia

