Hoje o tema do Espaço Saude irá abordar um tema que tem sido muito falado e noticiado o qual foi chamado de “Síndrome de Havana, e que recentemente afetou Kamala Harris no Vietname. Ainda não existem factos clínicos claros sobre esta síndrome mas até ao momento já foram identificados 200 casos confirmados ou suspeitos. Os primeiros relatos aconteceram acerca de 5 anos, sendo caracterizada por uma doença estranha que atinge diplomatas norte-americanos em todo o mundo. O caso mais recente relatado foi o da vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris quando visitou o Vietname que sentiu algo semelhante ao já anteriormente descrito por outros diplomatas que caracteriza a doença misteriosa.
Os principais sintomas descritos são de um ruído persistente, acompanhado de uma dor aguda e uma forte pressão na cabeça, com dificuldade de concentração e lapsos de memória sentidos a longo prazo. Para além disso, a sintomatologia descrita por estes diplomatas afetados considerava ainda problemas de equilíbrio, tonturas, dificuldade de coordenação motora, no movimento dos olhos, ansiedade, irritabilidade e a presença de uma neblina cognitiva. Em alguns casos mais raros foram diagnosticadas lesões cerebrais. Cada caso relatado até ao momento é considerado como único e avaliado criteriosamente. Os médicos que analisaram estes casos afirmaram ter ocorrido algo no cérebro que espoletou todas estas alterações.
Quais são as principais causas relatadas?
Até ao momento existem várias causas apontadas. Uma das causas abordadas era de que o ruído ouvido pelas vítimas correspondia a uma espécie de grilo a cantar até ao envenenamento por pesticidas. No entanto, após alguns estudos e análises, a Academia Americana de Ciências decretou que a causa mais comum estaria associada à energia das ondas de rádio direcionadas. Para além disso uma física afirmou que a causa possa estar em radiação micro-ondas por provocar um “stress oxidativo”, um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e as defesas do corpo. Ainda não existe uma causa que expliquem concretamente estes incidentes.
Principais casos relatados
Foi em 2016 que os primeiros diplomatas norte-americanos, que estavam destacados em Cuba, se queixaram de sintomas que não sabiam relatar muito bem de que se tratava. Mas só em 2017 foi dada mais atenção ao caso, quando o então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a maioria dos diplomatas em Havana para se inteirar desta nova ameaça. Entre o final de 2016 e maio de 2018, mais de 20 funcionários do Governo dos Estados Unidos e elementos das suas famílias em Cuba , bem como diplomatas canadianos, manifestaram sintomas. Em 2018, sintomas semelhantes foram relatados entre dezenas de diplomatas norte-americanos na China. E continuaram a ser assinalados na Alemanha, Austrália, Rússia, Taiwan e até em Washington.
Até então continuamos sem perceber qual a verdadeira razão para estas manifestações, a verdade é que elas têm acontecido e tem sido cada vez mais frequentemente relatadas.
Super Interessante – A Síndrome de Havana

