O babirusa-de-sulawesi (Babyrousa celebensis) é um mamífero de aspecto bizarro, especialmente os machos com os seus chifres curvos. A aparência deste animal inspirou vários indonésios a criar máscaras demoníacas e até mesmo oferecer indivíduos desta espécie aos visitantes, como prendas. O nome babirusa significa “porco-veado”, devido à sua aparência cruzada entre um porco e um veado, mas na realidade os babirusas pertencem à família dos porcos. Atualmente, reconhecem-se 3 espécies de babirusa.
Habitam a ilha indonésia de Sulawesi, em concreto, nas regiões norte e nordeste da ilha. Podem ser encontrados nas margens dos rios e lagos, onde há uma maior abundância de plantas aquáticas. Antigamente, o babirusa poderia ser encontrado em regiões de baixa altitude, mas subiram para regiões mais a montante e de difícil acesso, para fugir à deflorestação provocada pelo homem.
O babirusa-de-sulawesi é o maior, entre as três espécies, e é também a menos peluda, com pêlo disperso a cobrir algumas partes da sua pele castanha-acinzentada e áspera. Os famosos chifres que os babirusas machos apresentam são na realidade os seus caninos superiores, que penetram através da pele do nariz e depois curvam na direção da testa. Os chifres da mandíbula inferior também correspondem a caninos protuberantes. Já os caninos das fêmeas (de porte mais pequeno) ou estão ausentes ou apresentam tamanhos muito reduzidos. A função destes chifres peculiares não é muito clara, visto que são frágeis e facilmente se quebram, não sendo usados em combate.
Estes chifres podem ser perigosos, pois se continuarem a crescer podem ficar cravados nos crânios dos animais.
Pesam cerca de 60-100 kg e são omnívoros, alimentando-se de uma enorme variedade de folhas, raízes e frutos, bem como de pequenos mamíferos, quando os adultos encontram-nos. Também se alimentam de depósitos de sal que encontram perto de fontes termais, na ilha de Sulawesi. O babirusa passa tempo a roer e lamber as rochas, ingerindo sal e minerais e aproveita e também consome água das termas. Acredita-se que tal comportamento seja uma forma para o babirusa obter sódio, porém esta atividade também permite que se forem grupos sociais, decorrendo cortejamentos e combate entre os babirusas.
O babirusa-de-sulawesi pode formar grupos sociais contendo até cerca de 8 indivíduos. Estes grupos estão mais ativos durante o dia, passando a noite em ninhos construídos com ramos e folhas ou em depressões nos solos.
As fêmeas constroem ninhos bem definidos, com cerca de 3 m de comprimento e 25 cm de profundidade, com ramos arrancados de árvores e arbustos, onde irão dar à luz. Após uma gestação de 155-158 dias, a fêmea dá à luz a 1 ou 2 recém nascidos.
O babirusa é uma espécie vulnerável à extinção, devido a uma longa história de caça e desflorestação descontrolada, que fez desaparecer já 25% da área florestal, previamente existente, sendo necessário medidas de proteção. As medidas e leis atualmente em vigor não são o suficiente para proteger a espécie. Vários programas de acasalamento em cativeiro estão a ser levados a cabo por vários zoos para garantir a sobrevivência da espécie.
Fonte: Arkive





