Este trabalho foi desenvolvido por uma equipa de investigadores portugueses do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, de Oeiras, em conjunto com uma empresa sueca, Cellartis.
O objetivo desta equipa portuguesa era criar células que fossem o mais idênticas possíveis ao fígado para que se pudessem fazer testes em relação ao processamento dos medicamentos, visto que os modelos de ratos que são utilizados em muitos outros estudos, não eram viáveis, pois o processamento é feito de uma forma diferente.
A equipa colocou os hepatócitos num biorreator com determinadas condições, e o que se verificou foi que as células se agruparam, na forma aproximada como se estruturam num fígado, formando microfígados com 0,1 mm. Foram conseguido manter os microfígados a funcionar durante um mês, e durante esse tempo os fígados desempenharam o mesmo papel que o nosso fígado, produzindo as mesmas proteínas, por exemplo.
Assim este estudo é prometedor em termos de aplicabilidade, não só permite verificar como os fígados de determinados pacientes irão responder a medicamentos (caso os pacientes se encontrem debilitados), como também permite o estudo de farmacologia, e ainda abre a possibilidade de ser uma fase intermediária até se chegar ao transplante.
Há seis anos que esta equipa liderada por Paula Alves, trabalha neste projecto, e prevê que dentro de outros três haja a possibilidade de se começar a fazer ensaios em doentes.
adaptado de: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/criados-microfigados-em-laboratorio-por-equipa-portuguesa-1540661 (4/04/2012)
