O Albatroz é uma das aves que apresenta uma das maiores envergaduras de asa do mundo, podendo chegar aos 3,4 metros de comprimento. É sempre fantástico observar estes gigantes em pleno vôo. Compõem a família Diomedeidae. O Albatroz-errante (Diomedea exulans) é a maior espécie de albatroz existente, sendo das aves mais bem estudadas do mundo, mas as restantes espécies também não ficam atrás. Usando as suas fantásticas asas, os albatrozes conseguem voar e planar durante horas nos ventos oceânicos, sem descansar ou mesmo bater as suas asas.

Albatroz-errante em pleno vôo. Autor: J J Harrison.
Raramente se vêm em terra, quando se juntam é sinal que vai começar a época de acasalamento, formando grandes colónias em ilhas remotas. A maior parte das espécies de Albatroz pode ser encontrada no hemisfério sul, desde a Antártida até à Austrália, África do Sul e América do Sul. Porém existem 4 espécies do Pacífico Norte, que habitam as regiões desde o Havai e Japão até à Califórnia e Alasca. Reconhecem-se 22 espécies de albatrozes, divididos por 4 géneros.
Cada casal de progenitor produz um único ovo que nunca está sozinho, estando sempre um dos progenitores a tomar conta deste. Dependendo da espécie, um juvenil pode aprender a voar entre 3-10 meses de idade, porém depois eles abandonam a terra durante 5-10 anos até atingirem maturidade sexual. Estes depois junta-se a colónias onde aprendem a fazer o cortejamento a indivíduos do sexo oposto e eventualmente conseguem arranjar um parceiro.
Tal como outras aves marinhas, os albatrozes bebem água salgada, mas possuem adaptações fisiológicas para excretar o sal em excesso. Conseguem viver até aos 50 anos de idade e algumas espécies parecem que mantêm o mesmo companheiro para o resto da vida.
Alimentam-se principalmente de lulas, crustáceos e peixes. Mas também são conhecidos por seguir barcos de pesca numa tentativa de arranjar alimento de graça.

Albatroz-de-cauda-curta (Phoebastria albatrus). Autor: Jlfutari
Actualmente há algumas ameaças para os albatrozes, a introdução de mamíferos nas ilhas remotas onde as colónias nidificam trouxeram ratos e gatos que caçam as crias de albatroz que estão em terra. Os albatrozes são bons predadores mas não têm defesas contra animais terrestres. Outrora, várias espécies sofriam uma pesada caça para se obter penas para se utilizar nos chapéus de mulheres.
Fonte: Wikipedia, National Geographic


