Tovellia aveirensis foi o nome dado à nova microalga encontrada numa lagoa artificial, localizada no campus universitário da Universidade de Aveiro por uma equipa de biólogos.
Esta nova espécie pertence ao grupo de dinoflagelados, microalgas que causam os fenómenos de marés vermelhas, que na ria de Aveiro também levaram à proibição de apanha de bivalves, por génese de toxinas.
A lagoa onde Tovellia aveirensis foi encontrada trata-se de um lago artificial com cerca de 100 metros quadrados e um metro de profundidade, apenas a 30 metros do Departamento de Biologia da UA. A bióloga Mariana Pandeirada, responsável pela descoberta, juntamente com os biólogos António Calado e Sandra Caveiro, afirma que “Se à partida me pedissem para indicar um local que pudesse constituir a morada de uma nova espécie, este lado não seria definitivamente uma das minhas primeiras opções.”. Este lago é muitas vezes usado pelo grupo de investigação para recolherem amostras, utilizadas para fins educativos, pelo que a sua diversidade é “relativamente bem conhecida”, o que torna a desoberta ainda mais surpreendente.
O que chamou a atenção nesta microalga foi a capacidade de produzir quistos diferentes dos conhecidos para o género a que pertence. Foi assim que o mundo científico recebeu mais uma novidade vinda de Aveiro, contando com a colaboração da Universidade de Copenhaga.
A descoberta foi então publicada na revista European Journal of Phycology, e a análise do ciclo de vida da microalga tem revelado questões interessantes o suficiente para serem apresentadas no final deste mês, no 62º encontro da British Phycological Society, na Irlanda. Os suportes de microscopia electrónica de varrimento contendo células de Tovellia aveirensis, constituindo a regulação da aplicação do nome da nova espécie, ficarão à disposição da comunidade científica no Herbário da UA.
Fonte: Jornal Online da Universidade de Aveiro

