Hoje o tema do espaço saúde vai abordar uma alteração que ocorre na articulação interfalangiana proximal (IFP) que costumam ser causadas por hiperextensão, sendo normalmente dorsais.
O que podemos observar nesta patologia é que os deslocamentos dos quirodáctilos podem ser dorsal, lateral ou volar, podendo romper várias combinações dos principais ligamentos de suporte. A principal causa aparente destas deformidades é dor e edema no local afetado.
É fundamental realizar uma radiografia lateral para verificar o dedo afetado que se encontra visivelmente separados dos restantes. Na maioria das luxações, é realizado um bloqueio do nervo do dedo para reduzir a abertura que os separa. Nestas situações, a estabilidade dos ligamentos laterais deve ser avaliada através de testes de resposta ao stress após ser reduzido o deslocamento.

Figura 1 – Deslocamentos quirodáctilos.
- Luxações dorsais
As luxações dorsais são o resultado de hiperxtensão que deslocam as estruturas intra-articulares da articulação volar. Nas radiografias realizadas é possível verificar a avulsão de um pequeno fragmento ósseo da falange média. Para corrigir este tipo de anormalidade é utilizada uma tração axial e força volar e, na suspeita de lesaõ da placa volar ou se a redução fechada for difícil pode ser necessário fazer redução aberta.
- Deslocamentos laterais
Relativamente aos deslocamentos laterais, estes ocorrem quando as forças de abdução ou adução são aplicadas a uma articulação do dedo estendido, em que a articulação é dolorosa e instável quando é aplicado um esforço de stress aplicado lateralmente. A articulação, desta forma, é reduzida.
- Deslocamentos volares
Sobre os deslocamentos volares, estes são os mais raros e desenvolvem-se quando existem forças volares que são aplicadas numa articulação do dedo rotacionado.
O deslizamento central das ruturas do tendão extensor causam deformidade em botoeira.
As luxações ventrais são reduzidas utilizando tração axial e força dorsal. Os pacientes devem ser posteriormente avaliados para determinar se é necessário realizar uma cirurgia para corrigir a rutura do tendão extensor com deslizamento central.
Figuras: 1

