A difilobotríase é uma infeção causada por ténia intestinal de peixe de água doce, o Diphyllobothrium latum, que é considerado o maior parasita dos seres humanos podendo atingir até cerca de 10 metros de comprimento. Os ovos de Diphyllobothrium latum podem ser encontrados na água doce com proveniência nas fezes humanas que, posteriormente, eclodem em larvas que são ingeridas por microcrustáceos. Estes microcrustáceos são ingeridos pelos peixes que andam na água e, através do seu ciclo natural de vida, tornam-se infeciosas podendo infetar o ser humano.
Este tipo de infeções tornaram-se endémicas dos EUA e do norte da Europa ocorrendo em pessoas que se alimentam de peixe cru proveniente de águas contaminadas por esgoto. Este tipo de infeção costuma ser assintomática, mas pode desencadear sintomatologia gastrointestinal leve com desconforto abdominal, diarreia e perda ponderal. Pontualmente ocorre deficiência de vitamina B12 e, consequentemente anemia megaloblástica porque os peixes utilizam a vitamina B12. Em casos mais graves ocorre infeção que desencadeia obstrução intestinal ou doença da vesícula biliar decorrente da migração das proglótides.

Figura 1 – Ciclo de vida do Diphyllobothrium tapeworms.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com base na identificação de ovos operculados característicos ou grandes proglotes que são segmentos de ténias nas fezes, assim como um hemograma para avaliar a presença de anemia.
Tratamento
Este tipo de infeção pode ser tratada com praziquantel através de uma única dose oral. Na presença de anemia, o paciente deve administrar vitamina B12.
Como forma preventiva, é conveniente proceder ao cozimento completo do peixe ou congelar a temperaturas recomendadas de forma a matar as possíveis ténias presentes.
Desta forma, opte sempre por alimentos bem cozinhados e previna a infeção por Diphyllobothrium latum.
Artigo: Naara Corrêa Castellan et al. As zoonoses transmitidas pelo consumo de peixe cru. Educação, Ciência e Tecnologia, v.8, nº8, 2017.
Figuras: 1

