Hoje trago novamente uma planta e as suas evidências medicinais. Vamos ver então o que se sabe acerca do alcaçuz até ao momento. O alcaçuz natural é extraído da raíz de um arbusto, o Glycyrrhiza glabra, sendo característico por ter um sabor muito doce, utilizado medicinalmente na forma de cápsula, comprimido ou até extrato líquido. Neste contexto, sabe-se que o ingrediente ativo é a glicirrizina.
O que sabe até hoje, sobre as principais alegações do alcaçuz é que ele proporciona alívio de sintomas de tosse, alivia faringite e distúrbios estomacais, havendo ainda relatos sobre a sua aplicação externa em irritações da pele, nomeadamente eczema. Ainda relacionado com os problemas estomacais, também há outras evidências de que seja eficaz no tratamento de úlceras gástricas e complicações causadas pela hepatite C.
Para além disto, em combinação com outras ervas, proporciona alívio de sintomas de dispepsia funcional e da síndrome do intestino irritável.
Possíveis efeitos adversos
Como em todas as situações, o alcaçuz também apresenta, ainda que em doses baixas ou níveis normais de consumo, algumas reações reações adversas. No entanto altas doses de alcaçuz e glicirrizina causam retenção de água e sódio nos rins , podendo aumentar a pressão arterial e a excreção de potássio, desencadeando hipopotassemia. Isto pode consequentemente trazer problemas nos idosos que utilizam a digoxina ou diureticos que também podem aumentar cumulativamente a excreção de potássio, sendo assim, devem evitar o consumo de alcaçuz.
Em gestantes, o alcaçuz pode aumentar o risco de parto prematuro, daí que estas devam evitar também a sua ingestão.
Interações medicamentosas
As principais interações medicamentos relacionam-se com a varfarina, diminuindo a sua eficácia, aumentando, consequentemente, o risco do sangue coagular. Para além disso, e como já foi mencionado, pode interagir negativamente com a digoxina e alterar os níveis de potássio.
Fontes: Manual MSD Versão Para Profissionais de Saúde – Alcaçuz, por Laura Shane-McWhorter, PharmD.

