A opistorquíase é uma infecção causada por Opisthorchis viverrini (verme do fígado do sudoeste asiático) ou O. felineus (verme do fígado do gato), que são adquiridos pela ingestão de peixe cru ou malcozido.
Estes vermes são considerados trematódeos, ou seja, parasitas achatados que infetam várias partes do corpo: vasos sanguíneos, trato gastrintestinal, pulmões, fígado, dependendo da espécie. Na Europa, o mais comum é sermos acometidos pelo O. felineus.
O ciclo de vida do Opisthorchis requer caracóis e peixes. O que se verifica na doença humana é algo semelhante à clonorquiose, sendo adquirida pela ingestão de peixe de água doce cru ou malcozido, o qual contém metacercárias infeciosas. Após a ingestão, as metacercárias são liberadas e ascendem, através da ampola de Vater, para dentro dos ductos biliares, nos quais se aderem à mucosa e amadurecem.
- A maioria das infeções é subclínica.
- Os sintomas de opistorquíase são desconforto gastrointestinal indefinido, diarreia e constipação.
- Na infecção crónica, os sintomas pode ser mais graves; podem ocorrer hepatomegalia e desnutrição.
- As complicações raras são colecistite, colangite e colangiocarcinoma.

Figura 1 – Ciclo de vida do Opisthorchis.
Diagnóstico
O diagnóstico da opistorquíase ocorre pela pesquisa de ovos nas fezes.
Ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, colangiografia ou CPRE podem mostrar alterações do trato biliar associadas a infeção por estes vermes.
Tratamento
O tratamento da opistorquíase passa pela administração no organismos de:
- Praziquantel, 25 mg/kg, VO, 3 vezes/dia, por 2 dias.
- Albendazol 10 mg/kg VO 1 vez/dia durante 7 dias.

