Hoje vamos olhar para o mais recente trabalho do antroponomatologista Jeffrey S. Zax da Universidade do Colorado (Estados Unidos da América). Nessa última publicação, o Professor Zax aborda a questão do apelido das pessoas e respectivo sucesso académico e profissional.
Quanto mais para o fim do alfabeto, pior…
O apelido dos homens pode influenciar o seu sucesso
De acordo com a publicação, os homens cuja inicial dos apelidos aparece mais para o fim do alfabeto são mais propícios ao insucesso escolar e profissional. O estudo aprofunda ainda que esses indivíduos acabam também por ter um primeiro emprego menos interessante/atrativo, mas apresentam maior serviço militar.
De salientar, que esta análise foi efectuada numa população de 3281 homens que não eram possíveis de distinguir através da sua aparência ou capacidade cognitiva. Neste caso, isto significa que o acto de ordenar por ordem alfabética pode ser prejudicial para quem se encontra na cauda da lista.
Aqui, é relevante salientar que na língua inglesa é prática comum ordenar as pessoas pelo seu apelido e não pelo seu nome próprio. Assim sendo, ao pensarmos numa lista de possíveis candidatos a um emprego, se organizados por ordem alfabética, os que aparecem primeiro podem ser favorecidos em detrimento dos restantes.
Este estudo é apenas uma análise estatística que culminou na observação de uma tendência. Porém, não são conhecidos quaisquer mecanismos que justifiquem esta observação. Os autores adiantam mesmo que é algo que deveria ser investigado.
Fonte: Cauley, Alexander and Zax, Jeffrey S., Alphabetism: The Effects of Surname Initial and the Cost of Being Otherwise Undistinguished (October 24, 2018). DOI: http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3272556
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