A placenta é aquele órgão importantíssimo que se desenvolve no corpo da mulher aquando da gravidez. Este é o orgão responsável pela comunicação entre o corpo da mãe e o de seu feto, e pelo qual são transportados os nutrientes para o novo ser. A questão que se coloca é quem é que tem o direito sobre a placenta após o nascimento do bebé?
Será que a mãe é dona deste órgão?
Esta é uma questão que tem sido cada vez mais debatida, principalmente na Europa, incluindo Portugal, e Estados Unidos da América (EUA).
A placenta é um resíduo
A questão é simples do ponto de vista hospital, isto é, para o hospital, a placenta não é mais do que um resíduo resultante do parto. Como se trata de um resíduo, os hospitais encaminham todas as placentas para incineração. Neste procedimento não há qualquer problema, mas a questão surge quando os casais ou as mães pedem para ficar com a placenta. Neste último caso, não há qualquer enquadramento legal para atender ou não a esse pedido.
Apesar de não existir um enquadramento concreto para avaliar esta questão, a lei Portuguesa revela que a placenta é um resíduo hospital de incineração obrigatório, impossibilitando assim que a mesma possa ser faculdade às mães.
Atualmente, apenas três estados dos EUA têm regulamentação para atender a este pedido. Os estados do Texas, Oregon, e Hawaii têm requerimentos que as mães podem preencher, e se tudo estiver de acordo com o estipulado, as mães poderão levar as suas placentas para casa após o parto.
Mas para que servem as placentas?
Estes pedidos dos pais para ficarem com as placentas surgem com base em diversos motivos, de origem afectiva, cultural ou “saúde”. Dentro destas questões de “saúde” (coloco entre-aspas porque ainda não há qualquer validação científica), destaca-se o facto de algumas mães cozinharam as suas placentas para depois as comerem. Este fenómeno é designado de placentofagia e é praticado pela maioria dos mamíferos placentários (como as cabras). Acredita-se que se trata de um mecanismo de defesa contra possíveis predadores com o intuito de eliminar qualquer rasto associado ao nascimento de uma cria.
No entanto, existem algumas teorias que apontam efeitos benéficos para a ingestão da placenta, nomeadamente o fact da placenta conter níveis elevados de prostaglandinas que promovem a involução do útero e quantidade baixas de ocitocina que podem ajudar a diminuir o estresse pós-parto.
Com base nestas crenças, muitos pais pedem a placenta para que a mesma seja ingerida pela mãe, acreditando que esta acarreta efeitos benéficos para a sua saúde.
A título de exemplo, uma empresa no Reino Unido prestou serviço a mais de 4000 mil mães, ao transformar as placentas em cápsulas para que estas fossem ingeridas.
Acha que a mãe tem direito à sua placenta ou que os hospitais devem continuar a tratar a placenta como um resíduo hospitalar?
Fonte: Improbable e Público



