Breve introdução…
A adenomiose caracteriza-se por uma patologia que ocorre quando pedaços de endométrio surgem no miométrio provocando sangramentos cíclicos no interior da camada muscular uterina. Assim, em todos os momentos de menstruação da mulher há também um sangramento derivado da musculatura uterina provocando muito ardor e prurido. A adenomiose pode estar confinada apenas a um local específico do miométrio ou ser um processo difuso sendo designadas de adenomiose localizada e difusa, respetivamente.

Figura 1 – Estrutura anatómica uterina.
As causas da adenomiose são pouco conhecidas sendo que a sua causa pode estar relacionada com fatores genéticos confinada a uma má formação uterina durante a fase embrionária. Outra das causas indica que esta patologia pode surgir ao longo da vida da mulher provocada por alterações e lesões uterinas que vão ocorrendo durante todo este período de vida. Por outro lado, é importante considerar a influência das hormonas neste processo de desenvolvimento de adenomiose.
Os sintomas da adenomiose pioram com o avançar da idade melhorando na entrada na menopausa. Outros fatores que podem influenciar com o decorrer desta patologia, no entanto, menos relevantes, são a presenção de mais do que uma gravidez, a primeira menstruação ser precoce e ciclos menstruais curtos.
Sintomas da adenomiose
Uma parte das mulheres com adenomiose não apresentam qualquer sintomatologia, no entanto, a maioria delas desenvolvem sintomas e os principais são o aumento de fluxo menstrual e cólicas intensas e extremamente dolorosas. A dor durante a prática sexual e sangramentos fora do período menstrual são outros dos sintomas com bastante incidência.

Figura 2 – Aparência de um útero normal.
Como já foi referido existem dois tipos de adenomiose. No caso da adenomiose difusa, se houver presença de tecido endometrial de forma difusa pelo miométrio, o útero pode aumentar drasticamente o seu tamanho podendo alcançar dimensões semelhantes à de uma gravidez de 10 a 12 semanas. Assim, a dor e distensão da região inferior abdominal são sintomas comuns. No caso da adenomiose localizada, o tecido endometrial pode desenvolver nódulos e assemelhar-se a um mioma.

Figura 3 – Aparência de um útero com adenomiose com tecido dentro do músculo.
Diagnóstico da adenomiose
No caso das mulheres que não apresentam qualquer sintomatologia referente ao aumento de volume, este só pode ser realizado após uma histerectomia.
Nas mulheres que referem cólicas e fluxos menstruais intensos associado a um aumento uterino, exames de imagem e ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pelve podem ajudar a estabelecer um diagnóstico. No entanto, este nunca é muito concreto.
Tratamento da adenomiose
O único tratamento considerado 100% eficaz para a resolução da adenomiose é a resseção cirúrgica do útero, a histerectomia. Os sintomas normalmente costumam agravar-se com o evoluir da idade, por volta dos 45 anos (referente ao período de menopausa), desaparecendo após a menopausa, a maioria das mulheres acaba por não precisar de se sujeitar a este tipo de tratamento tão agressivo.
Existem ainda uma série de anti-inflamatório que têm como principal objetivo diminuir e controlar as cólicas e ainda a pílula conceptional que controla a libertação de hormonas durante o ciclo menstrual aliviando também a sintomatologia da adenomiose.
Em casos extremos em que a paciente feminina ainda estiver longe da idade da menopausa, já tiver tido filhos e não desejar ter mais e não conseguir controlar de forma nenhuma os sintomas da adenomiose, é aconselhável a histerectomia como alternativa viável.

Figura 4 – Cirurgia a adenomioma localizado na parede posterior.
Fontes: MDSaúde – Adenomiose uterina – sintomas, causa e tratamento, Tua Saúde – entenda o que é a adenomiose, Vida bem vida – Adenomiose

