A tarântula-azul-verde-de-garrafa (Chromatopelma cyaneopubescens) apresenta umas cores bastante peculiares. Indivíduos adultos apresentam pernas com uma tonalidade azul metálica, uma carapaça azul-esverdeada. E para complementar ainda possuem tambêm um abdómen de cor de laranja. Esta espécie de tarântula é a única espécie pertencente ao género Chromatopelma. Como as restantes espécies de Tarântulas, a tarântula-azul-verde-de-garrafa pertence à família Theraphosidae. Indivíduos de coloração totalmente verde consideram-se bastante raros.
Apresenta 15-16 cm de comprimento. É um aracnídeo nativo da península do Paraguaná, na Venezuela. Vivem em tocas cobertas de teias debaixo de arbustos e raízes de árvores, em regiões desérticas no norte da Venezuela. A entrada costuma ser extendida com teias dandoum aspecto afunilado. Estas teias ajudam a proteger a toca do clima do deserto. Mas também possuem outro objectivo, de actuar como armadilhas. Insectos que se aproximem demasiado podem acabar presos nas teias.

É bastante visível o padrão de cores único que esta espécie apresenta. Autora: Yvonne Kindl.
Perto da cidade de Punto Fijo, no Paraguaná, esta tarântula pode ser encontrada em pequenas vilas, cidades e lugares rurais. Não há informação científica relativamente ao veneno desta espécie. Acredita-se que é suave, comparativamente com outros venenos.
As fêmeas conseguem viver cerca 12-14 anos, enquanto os machos apenas vivem cerca de 4 anos. É uma espécie bastante canibalística, quase sempre terminando um acasalamento com o macho a ser morto e devorado pela fêmea.
Esta espécie foi descrita pela primeira vez por Embrik Strand, um aracnologista e entomologista norueguês , em 1907. O primeiro nome em latim apresentado por esta espécie era Eurypelma cyaneopubescens. Alexander Petrunkevitch (um aracnologista russo), em 1939, moveu a espécie para o novo género criado, Delopelma. Este género é considerado um sinónimo de Aphonopelma. Em 1995, Gunter Schmidt, o pai da aracnologia alemã, considerou a espécie distinta o suficiente para possuir o seu próprio género. Assim nasceu o género Chromatopelma, que em latim significa “bonita cor azul” da tarântula-azul-verde-de-garrafa. Schmidt apresentou várias características únicas da tarântula que a distinguiam de outras espécies de aracnídeos no género Aphonopelma.

Como outras espécies de tarântula, esta apresenta pêlos urticantes, que também utiliza como método de defesa. Autor: Biomechanoid56
Tarântula-azul-verde-de-garrafa em cativeiro
São aracnídeos bastante activos, com crescimento rápido e bastante atractivos para coleccionadores ou donos. Estes apreciam bastante as suas cores dramáticas. No cativeiro, a tarântula regularmente renova as teias da sua toca. Crescem bastante rapidamente e alimentam-se de forma muito frequente. Alguns indivíduos são dóceis e calmos, enquanto outros são nervosos e irrequietos. Quando perturbados despertam instintos de fuga fortes e rápidos. Devido a tal, esta espécie não é aconselhada a ser manuseada devido à possibilidade de fuga rápida. Comparativamente com outras espécies de tarântulas, a tarântula-azul-verde-de-garrafa é bastante mais rápida.
Alguns indivíduos quando ameaçados ficam muito possessivos e demonstram agressividade, enquanto defendem a sua toca. São aracnídeos vorazes e as crias desta espécie são maiores que a média de outras espécies. Estas são capazes de alimentar-se de comida quase tão grande quanto elas. Tal torna-a engraçada de observar e uma tarântula ideal para iniciantes.
Fonte: Wikipedia, Theraphosidae

