O que é?
A doença de Elefantíase refere-se a uma infeção parasitária que causa edema exagerado nos braços e pés.
A doença é causada por um parasita nematódeo, chamado Wuchereria bancrofti e conhecido como filária. Este verme atinge os vasos linfáticos e promove uma reação inflamatória, causando uma obstrução do fluxo de linfa. A região afetada, seja a perna ou braço, dilata – assemelhando-se a uma pata de elefante.
O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários, no entanto, quando a doença atinge a fase crónica, nem sempre é possível atingir a cura, devido à intensa inflamação já causada nos vasos linfáticos.

Figura 1 – Mosquito do género Culex sp. transportador das larvas.

Figura 2 – Elefantíase – edema na perna.
Transmissão
O mosquito ao picar um determinado indivíduo deposita a larva e, esta é transmitida instalando-se na corrente linfática, onde se irá desenvolver e procriar novos vermes.
A patologia não se transmite de pessoa para pessoa, mas se um mosquito o picar pode contaminar-se e contaminar outros com a sua picada, mesmo que esta pessoa ainda não tenha manifestado todos os sintomas da doença.

Figura 3 – Transmissão da filária.
Principais sintomas
A transmissão das larvas de filária pelos vasos sanguíneos e linfáticos do corpo causam sintomas, que surgem após 1 a vários meses depois da transmissão incluindo:
- Febre;
- Cefaleia;
- Mialgia;
- Intolerância à luz;
- Reações alérgicas;
- Asma;
- Prurido;
- Pericardite;
- Aumento dos gânglios linfáticos;
- Edema nos membros, como pernas, braços, mamas ou saco escrotal.
Se ao longo do tempo a filariose não seja devidamente tratada, a presença das filárias adultas na circulação faz com que se formem cicatrizes e a obstrução dos vasos linfáticos, o que impede o fluxo de linfa, e desencadeia a acumulação deste nos membros afetados, causando um edema crónico e um espessamento da pele, o que dá o aspecto semelhante ao de um elefante, que consequentemente origina o nome da doença.

Figura 4 – Elefantíase do pé devido à filariose.
Diagnóstico
O diagnóstico da elefantíase é feito a partir da observação do paciente tendo em conta os seus sintomas, e pode ser comprovado através do exame de sangue, que podem identificar o parasita ou a resposta imune do organismo.
A evolução da doença é lenta e nem sempre o diagnóstico é realizado atempadamente. O agente causador vai multiplicando-se dentro do indivíduo, mas gera sintomas que podem ser confundidos com outras doenças, e o principal sintoma que é o edema exagerado dos membros pode ocorrer muito tempo depois da contaminação.
Tratamento
O tratamento da elefantíase é feito com a ingestão de medicamentos antiparasitários, que são capazes de matar as larvas da filária e impedir as suas complicações.
Entretanto, em alguns casos, pode ser necessário a realização de cirurgia para correção do sistema linfático, diminuindo os sintomas ou complicações, quando a inflamação já causou cicatrizes e obstrução do fluxo de linfa.
Prevenção
A prevenção da elefantíase é feita evitando o contato com mosquitos transmissores, através de medidas como:
- Uso de replentes para dormir;
- Telas nas janelas e nas portas;
- Evitar deixar água parada em pneus, garrafas e vasos de plantas, por exemplo;
- Usar repelente diariamente;
- Evitar locais com moscas e mosquitos.
Fontes: Tua saúde – O que é elefantíase e como prevenir, News Medical Life Sciences – o que é elefantíase?, CCM – elefantíase: sintomas e tratamento

