A rubéola é uma doença contagiosa causada por um vírus. A maioria das pessoas infetadas com rubéola apresentam uma doença leve, com sintomas que podem incluir febres baixas, dor de garganta e erupção cutânea que tem início no rosto e se espalha pelo resto do corpo. Esta doença pode ainda causa aborto espontâneo ou defeitos congénitos graves num bebé em desenvolvimento, caso a mulher esteja infetada durante a gravidez. A melhor proteção contra a rubéola é a vacina MMR (sarampo-papeira-rubéola).
Sinais e sintomas
Nas crianças, a rubéola surge normalmente de forma leve com poucos sintomas visíveis. O primeiro sinal de rubéola nas crianças caracteriza-se pelo aparecimento de uma erupção cutânea avermelhada. Esta erupção surge inicialmente no rosto e depois espalha-se pelo resto do corpo apresentando uma duração de cerca de três dias. Podem surgir outros sintomas 1 a 5 dias após a ocorrência que incluem:
- Febre baixa;
- Dor de cabeça;
- Vermelhidão ou inchaço do branco do olho;
- Desconforto geral;
- Edema ganglionar linfático;
- Tosse;
- Coriza.
Nos adultos, a rubéola manifesta-se como uma doença leve, com febres baixas, dor de garganta e erupção cutânea que tem início no rosto e se espalha pelo resto do corpo. Podem também apresentar dor de cabeça, vermelhidão no branco dos olhos e desconforto geral que antecedem o aparecimento das erupções cutâneas.
No entanto, cerca de 25 a 50% das pessoas infetadas com rubéola não apresentam nenhum sintoma clínico.

1. Rubéola – erupções cutâneas

2. Rubéola – Vermelhidão da zona branca dos olhos
Complicações clínicas
A artrite pode ser outra manifestação da infeção por rubéola que surge em cerca de 70% das mulheres, sendo raro em crianças e homens. Em casos raros, a rubéola pode causar infeções cerebrais e problemas hemorrágicos.
A complicação mais grave provocada pela rubéola está associada aos danos associados aos bebés em mulheres grávidas. Caso a grávida não tenha sido vacinada, quando infetada pelo vírus da rubéola, esta pode ter um aborto espontâneo ou o bebé pode morrer logo após o nascimento. Para além disto, o vírus é transmissível da mãe para o filho em desenvolvimento durante o período gestacional, o que pode trazer defeitos congénitos graves no bebé como:
- Problemas cardíacos;
- Perda da audição e visão;
- Deficiência intelectual;
- Lesão no fígado ou baço.
Os defeitos congénitos graves são mais comuns nos casos em que a mulher é infetada logo no início da gravidez, especialmente no primeiro trimestre. Estes defeitos são conhecidos como o síndrome de rubéola congénita (SIR).
Transmissão
A transmissão da rubéola ocorre quando uma pessoa infetada tosse ou espirra. A transmissão também podem ocorrer de mãe para filho durante o período gestacional. Uma pessoa infetada com rubéola pode transmitir a doença para outras pessoas até uma semana antes da erupção e permanecer contagiosa até 7 dias depois. No entanto, 25 a 50% das pessoas infetadas com a doença não desenvolvem erupções cutâneas nem apresentam quaisquer sintomas já descritos anteriormente.
Tratamento
Não há medicamentos específicos para tratar ou amenizar a doença. Em muitos casos, os sintomas da doença são leves. Noutros casos, aos sintomas leves pode ser associado um descanso mais prolongado e medicamentos para o controlo da febre (nomeadamente, o paracetamol).
Prevenção
A rubéola pode ser prevenida com a vacina MMR como já foi referido inicialmente. Esta vacina está preparada para proteger o indivíduo contra 3 doenças: sarampo, papeira e rubéola. As crianças estão recomendadas a receber duas doses da vacina MMR, começando com a primeira dose aos 12 a 15 meses de idade e a segunda dose aos 4 aos 6 anos de idade. Adolescentes e adultos devem estar sempre atualizados sobre a vacinação do MMR. A vacina MMR é muito segura e eficaz. Uma dose de vacina é cerca de 97% eficaz na prevenção da rubéola. As crianças também podem ser vacinadas com a vacina MMRV, que protege contra o sarampo, papeira, rubéola e varicela. Esta vacina é administrada em crianças de 12 meses a 12 anos de idade.
Fontes: Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – Rubella

