
Uma salamandra-manchada adulta. Autor: Jack Ray.
A salamandra-manchada (Ambystoma maculatum) é um anfíbio apreciavelmente grande, podendo chegar a ter entre 15-25 cm de comprimento. A salamandra-manchada possui uma grande distribução geográfica, desde as florestas do Canadá oriental até às florestas centro-ocidentais dos Estados Unidos da América. Apesar do seu tamanho, estes anfíbios são difíceis de encontrar. Pode chegar a ter uma longevidade de 20 anos.
Possuem uma coloração escura azulada, sarapintada de manchas amarelas ou laranjas por todo o corpo. Como muitas outras salamandras, a salamandra-manchada secreta uma toxina leitosa através de glândulas nas suas costas e cauda para dissuadir predadores. Também é capaz de soltar a sua cauda como engodo para fugir a predadores.

Em caso de perigo, consegue destacar a sua cauda. A este processo, de “perder” partes do corpo, chama-se autotomia. Autor: Scott Camazine.
Passam muito tempo escondidos debaixo de pedras e troncos. Às vezes até em tocas subterrâneas de outros animais. Podem ser encontrados em florestas de terras altas e montanhosas, mas são mais comuns em floresta próximas de planícies de inundação. Estas zonas são próximas de rio e tendem a inundar quando o nível do rio aumenta.
Saem fora dos seus esconderijos subterrâneos à noite para se alimentarem. A sua dieta consiste principalmente em insectos, vermes, minhocas, aranhas e centopeias. Alimentam-se de praticamente qualquer invertebrado que consigam caçar.

A salamandra-manchada possui um padrão de cores bastante reconhecível. Autor: D. Gordon E. Robertson.
Durante a época de reprodução, na primavera, a salamandra-manchada sai do seu esconderijo. Ela, tal como muitas outras, pode chegar a percorrer grandes distâncias após uma chuva intensa. Tudo isto para depositar ovos em piscinas e lagos vernais. Uma massa de ovos transparentes ou esbranquiçados é colocada no fundo da água. Anualmente, a salamandra volta ao mesmo lago para se reproduzir e curiosamente, segue sempre o mesmo caminho. Os girinos destas salamandras são acastanhados e são omnívoros. Alimentam-se de quase tudo que consigam engolir, incluindo os seus irmãos. Os ovos e os girinos possuem uma relação simbiótica com algas verdes da espécie Oophila amblystomatis. Estas produzem oxigénio através da fotossíntese, que é consumido pelas células do ovo, que por sua vez liberta dióxido de carbono para ser utilizado pelas algas.

O girino possui guelras e tem uma cor acastanhada, útil para passar despercebido. Autor: Brian Gratwicke.
Situação da Salamandra-manchada
Os números das populações de salamandra-manchada têm-se mantido bastante estável, ao longo da sua distribuição geográfica. Mas a espécie é bastante sensível a mudanças na sua ecologia e a acidiicação das águas em certos habitats está a afectar negativamente a população. A perda de habitat e os negócios como animais de estimação também tem afectado estes anfíbios. Ainda retem o estatuto de pouco preocupante.
Fonte: Wikipedia, National Geographic

