A Raposa-das-estepes (Vulpes corsac) é uma raposa de médio porte que pode ser encontrada nas estepes, regiões semi-áridas e desertos da Ásia Central, desde a Mongólia até ao nordeste chinês. Às vezes, é chamada de raposa-da-areia, mas esta terminologia é confusa devido a também ser usado para referir-se à raposa-dos-himalaias e à raposa-de-Rüppell.

Um indivíduo com o seu “casaco” de verão, num zoo. Autor: Alfred Hutter.
É um mamífero de pequeno porte, com um comprimento que varia entre 45-65 cm e uma cauda com 19-35 cm. Adultos podem pesar cerca de 1,6-3,2 kg. Tem um pêlo com uma coloração cinzenta ou amarelada, em grande parte do seu corpo. O pêlo das regiões do ventre, na boca, queixo e garganta já é mais pálido. Durante o Inverno, o seu pêlo fica mais espesso e sedoso na sua textura. A cor também muda e fica mais cinzento e ganha uma linha escura que percorre as suas costas. Para uma raposa, a raposa-das-estepes possui dentes pequenos e um crânio largo.
Estas raposas têm diferentes métodos de comunicação. Costumam latir durante as suas caças ou para ameaçar rivais. Mas também usam vocalizações agudas para comprimentar ou avisar outras raposas. A raposa-das-estepes possui também uma boa visão, boa audição e um apurado sentido de cheiro. Tem várias glândulas de cheiro (na região anal, acima da base da cauda, nas patas e nas bochechas), algumas destas glândulas produzem odores basntante pungente.

Possui um pêlo amarelado com partes mais pálidas na zona do ventre e na cara e pescoço. Autor: Wim Stam.
Habitam regiões semiáridas e desérticas do nordeste e do centro asiático. Outros países onde pode ser encontrada inclui o Kazaquistão, o Turqueministão, o Irão e a China, entre outros. Elas caçam nas estepes verdejantes e evitam zonas de vegetação intensa ou regiões montanhosas. Desertos de areias à deriva e campos de neve com mais de 15 cm de profundidade também são evitados. A raposa-das-estepes também mantém a sua distância das zonas humanas.
São caçadores nocturnos e nomádicos e alimentam-se principalmente de insectos e de pequenos roedores, como jerboas ou hamsters. Também costumam caçar lebres ou picas (uma espécie de roedor). Também alimentam-se de carcaças ou de restos de comida humana. Predominantemente carnívoro, a raposa-das-estepes também se alimenta de fruta e vegetação, quando presas animais escaceiam. Predadores naturais destas raposas incluem lobos, águias, gaviões e o bufo-real.
Não têm um território marcado e às vezes formam uma matilha. Durante o Inverno rigoroso, a raposa resguarda-se nas suas tocas ou migram para sul (migrações de quase 600 km), no caso de indivíduos que habitam regiões mais setentrionais. Reportou-se também que seguem manadas locais de antílopes, pois estes ajudam a comprimir a neve por onde passam.
As tocas destas raposas são normalmente preparadas por outros animais, como toupeiras ou marmotas. As tocas feitas por raposas são bastante superficiais. Assim, conseguem ter tocas profundas para as proteger do inverno e de grandes predadores. As tocas normalmente têm várias entradas e podem ser partilhadas entre matilhas sociais, com túneis conectores.

Este indivíduo já tem um pêlo mais acinzentado. Autora: Jiri Bohdal.
Reprodução da Raposa-das-estepes
A época de acasalamento começa em Janeiro e termina em Março. Os machos lutam pelo acesso às fêmeas, mas eventualmente é estabelecido um laço monogâmico. O macho também ajuda a criar as suas crias. A progenitor inicalmente prepara o local onde dá à luz, que pode ser partilhado por outras fêmeas grávidas. Após terem nascido, a progenitora pode mudar de câmara várias vezes. Normalmente, nascem 2-6 crias depois de um período de gestação de 52-60 dias. Mas já foram reportados casos de 10 crias nascerem numa ninhada. Elas nascem cegas e pesam cerca de 60 g e com um pêlo acastanhado. Passadas duas semanas, elas abrem os olhos e às quatro semanas de vida começam a comer carne. Uma raposa-das-estepes atinge a maturidade sexual aos 9-10 meses e reproduzem-se no seu segundo ano de vida. Elas podem viver até erca dos 9 anos no seu estado selvagem.
A principal ameaça desta espécie era a caça furtiva, visto que estas raposas não correm rapidamente, facilmente eram capturadas por caçadores. Eram especialmente caçadas devido ao seu pêlo e em certas áreas, os seus números desceram drásticamente. Atualmente, estão classificadas como pouco preocupante no seu habitat natural. Porém as suas populações tendem a oscilar bastante devido a desastres naturais, mas rapidamente recuperam.
Fonte: Wikipedia

