Karl Teigen tentou perceber o suspiro, ou seja, qual a sua função e como surge a necessidade de suspirar, uma atividade muito comum no dia-a-dia de qualquer indivíduo. Em termos de opinião pública, o suspiro é associado a algo negativo, aborrecido, de pouca intensidade.
Um outro estudo tentou perceber este fenómeno do ponto de vista de observação do próprio ou de outros. Este estudo revelou que quando vemos outras pessoas a suspirar, associamos esse comportamento a tristeza. No entanto, quando a própria pessoa suspira, tem uma sensação de desistência de alguma coisa ou de alguém.
A terceira experiência levou os participantes do estudo a realizarem tarefas de resolução de problemas complicados, que os levassem a várias tentativas falhadas. Durante este processo, foram vários os suspiros proferidos pelos participantes.
Estes estudos, em conjunto, permitiram perceber que o suspiro é um comportamento não intencional que é expresso durante atividades, planos ou desejos que têm de ser abandonados ou pausados antes de serem retomados ou iniciados com uma nova intenção.
Fonte: Teigen, Karl Halvor. “Is a Sigh “Just a Sigh”? Sighs as Emotional Signals and Responses to a Difficult Task.” Scandinavian Journal of Psychology 49, no. 1 (2008): 49-57. http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-9450.2007.00599.x.
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